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Marianne
Existem momentos em nossa vida que por mais que queiramos não conseguimos enxergar o óbvio.

O Semeador de Estrelas é uma estátua localizada em Kaunas, Lituânia.

Durante o dia passa despercebida.
(CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR)


Mas quando a noite chega, a estátua justifica seu nome...


Que possamos sempre ver além daquilo que está diante de nossos olhos, hoje e sempre


"Às vezes, nossa vida é colocada de cabeça para baixo,
para que possamos aprender a viver de cabeça para cima."
Marianne


O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO
Jô Soares

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!


PS: Recebi hoje esse e-mail, ri muito.
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Marianne

"Tal como o fruto se separa da árvore, tal como a semente se separa do fruto, a alma separa-se do corpo. O Outono é a hora da separação. Separa-se o espiritual do material. À maneira de uma triagem necessária, existe separação a fim de preparar uma vida nova. As árvores perdem as folhas e despem-se. É preciso saber rejeitar o que nos estorva. É preciso aprender a separarmo-nos de tudo o que não somos nós próprios.
O Outono é também uma zona de passagem da semente e da renovação. Após a recolha do passado, de que a semente é símbolo, o Outono é a promessa do futuro. É preciso preparar a vida nova."


(Georges Stobbaerts)
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Marianne
Recebi hoje em meu e-mail:


100 Anos de vírgula...

Sobre a Vírgula


Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


Detalhes Adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.


*Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...

*Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...
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Marianne
Os Outros

“O inferno são os outros” – Jean Paul Sartre

Os outros não entendem.
Os outros não colaboram.
Os outros ganham na loteria.
Os outros perdem o irmão num acidente.
Os outros pegam lepra, leishmaniose, peste, bico-de-papagaio, hemorróidas, câncer, gripe espanhola.
Os outros têm histórias para contar.
Os outros dormem no ponto.
Os outros moram em favelas.
Os outros vacilam.
Os outros são seqüestrados, torturados e assassinados.
Os outros não sabem de nada.
Os outros são presos injustamente.
Os outros são viciados em remédios, coca-cola e café expresso.
Os outros não se entendem.
Os outros moram em mansões.
Os outros são cheios de manias.
Os outros são babacas, otários e arrogantes.
Os outros não têm limites.
Os outros são pegos em flagrante.
Os outros mentem muito.
Os outros esquecem.
Os outros vão para os Estados Unidos de férias.
Os outros tiram férias.
Os outros são os Estados Unidos.
Os outros são ingênuos e tropeçam na rua.
Os outros se jogam do viaduto e do décimo-nono andar.
Os outros não são de confiança.
Os outros fazem fila no hospital.
Os outros sabem mecânica quântica e lógica paraconsistente.
Os outros cantam e dançam.
Os outros não perdem por esperar.
Os outros fazem dívidas.
Os outros não sabem o que querem.
Os outros têm vergonha e verrugas.
Os outros saem no jornal.
Os outros não são de nada.
Os outros perdem a hora.
Os outros comem mortadela com sorvete escondido.
Os outros não têm o que comer.
Os outros ficam tão bonitos com suas roupas caras.
Os outros são feios.
Os outros trabalham para nós.
Os outros perdem.
Os outros são cafonas.
Os outros fazem regime e ginástica.
Os outros são cultos.
Os outros só lêem orelha.
Os outros não sabem de nada.
Os outros não nos entendem.
Os outros enganam.
Os outros exploram.
Os outros desamam.
Os outros desaparecem.
Os outros deixam a casa bagunçada.
Os outros têm obrigação.
Os outros jamais vão dormir sem lavar a louça.
Os outros gostam de pornografia.
Os outros são ladrões, desonestos e pão-duros.
Os outros são cretinos.
Os outros esnobam.
Os outros traem.
Os outros desconfiam.
Os outros não dão explicações.
Os outros esquecem.
Os outros falam a verdade quando dão entrevistas.
Os outros dão entrevistas.
Os outros ficam velhos.
Os outros têm com quem comentar o filme.
Os outros estrelam os filmes.
Os outros querem assim.
Os outros são de Lua.
Os outros tomam Sol.
Os outros são teimosos.
Os outros morrem na guerra.
Os outros morrem.
Os outros são neuróticos, histéricos, obsessivos, possessivos e psicóticos.
Os outros passam nos concursos.
Os outros perdem tudo no jogo.
Os outros são certinhos.
Os outros choram de barriga cheia.
Os outros decidem.
Os outros falam mal da gente.
Os outros fazem de propósito.
Os outros são vítimas.
Os outros fazem de conta.
Os outros pedem esmola.
Os outros ficam paraplégicos.
Os outros são pegos pelo fisco.
Os outros têm mau-hálito.
Os outros nem sonham.
Os outros são paranóicos.
Os outros são preguiçosos.
Os outros não estão tão tristes assim.
Os outros vão levando.
Os outros estão muito pior.
Os outros não têm motivo.
Os outros não estão nem aí.
Os outros fazem tudo escondido.
Os outros nem desconfiam.
Os outros não sabem o que fazem.
Os outros é que são felizes.
Os outros não trabalham.
Os outros são tarados, perversos e serial killers.
Os outros não compram a prestação.
Os outros são um bando de incompetentes.
Os outros dirigem muito mal.
Os outros furam fila.
Os outros vivem histórias de novela.
Os outros vêem novela.
Os outros ainda têm tempo pela frente.
Os outros, no fundo, são bons.
Os outros são tão infantis.
Os outros vão dormir sem tomar banho.
Os outros não prestam.
Os outros dão um duro danado.
Os outros são chatos.
Os outros são todos iguais.
Os outros não sabem dar valor.
Os outros, sim, é que sabem viver.
Os outros são egoístas.
Os outros nos perseguem.
Os outros são diferentes.
Os outros são uns ingratos.
Os outros não guardam segredo.
Os outros fazem promessas, jogam búzios e acreditam em milagres.
Os outros só querem aparecer.
Os outros desaparecem quando se precisa deles.
Os outros vão dormir tarde porque fazem amor.
Os outros vão para o céu.
Os outros são o inferno.
Os outros apanham da vida.
Os outros nunca esquecem.
Os outros são mal amados e acordam cedo.
Os outros são bregas, caipiras e modernos.
Os outros jogam papel na rua.
Os outros soltam a franga.
Os outros têm medo e dormem com a luz acesa.
Os outros não têm coração.
Os outros não fazem nada.
Os outros não tomam providência.
Os outros tomam na cabeça.
Os outros desistem.
Os outros insistem.

PS: Resumindo - os outros são um verdadeiro incômodo!
Marianne
Embora eu não acredite muito nessas coisas, mas vamos lá seguir a cultura e as tradições, já vou deixando um Feliz Páscoa aqui com uma imagem muito fofa que achei.


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Marianne
Amar é sentir-se fraca pra mim... É desanimar no meio do caminho. Ao acaso lembrei-me de uma cena que explica bem isso, daquele seriado que eu já havia falado por aqui (Skins), vou deixar o diálogo que copiei do vídeo:


Freddie: - Eu amo você pra caralho. Agora é quando você diz...
Effy: - Não se mexa.

Freddie deita ao lado de Effy na grama e aponta para as nuvens...

Freddie: - Aquela é o JJ.
Effy: - Os rostos deles... Debaixo da pele.
Freddie: - Da pele?
Effy: - Entre esse mundo e o próximo... Os dentes e as garras deles estão saindo. Tentando irromper.
Freddie: - Você cheirou algo no táxi?
Effy: - Tipo um peido, ou algo assim?
Freddie: - Não, tipo drogas ou algo assim.
Effy: - Uma droga com a sua cara.

Effy: - Aqui. – Diz ela passando o dedo na direção do coração dele. – O seu buraco que combina com o meu. No momento em que eu te vi, eu sabia que seria o mais próximo que eu ficaria de... me aproximar. Eu não sabia o que fazer com esse sentimento. Felicidade.
Freddie: - Olha, Effy... Você está mais próxima que eu jamais...

Effy: - Mas eles sabem, agora, e estão famintos. Famintos pra caralho. Porque, que eu saiba, há muitos que estão me perseguindo. E agora estão prontos, estão fortes o bastante para irromper. E eu não consigo lutar com eles. Eu costumava conseguir quando era forte, mas... você me deixou fraca. E agora eu não consigo. Não consigo. 


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Marianne


Não consigo parar de chorar, tentei parar de pensar, mas não dá certo.
Você não espera que as coisas aconteçam, você não pode controlar, você não pode controlar nada.
Então eu estou nesse dia de visitas idiota e todo mundo é esnobe e rude, e aí eu vejo alguém.
Eu nunca nem falei com ela... Isso não pareceu importar, porque aí tudo ficou bem divertido.
E quando estávamos indo pra casa, estávamos contando segredos. Eu queria mover minha mão, eu queria tanto movê-la, e aí ela moveu a dela. Eu queria ter contado como é fácil pra mim amar alguém.
Somos todos sozinhos e tudo o que queremos é alguém que você sabe... Preste atenção... E nos diga que somos bonitos e meigos, e... E diga que quer você...

Carta de Sophia – Episódio 2 – 4º Temporada Skins
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Marianne
Assistindo uma série inglesa chamada Skins, não pude deixar de focar a atenção em um diálogo da personagem Cassie com sua professora, como usar de um problema pessoal para ter poder sobre as outras pessoas e conseguir o que quer de maneiras fáceis, mesmo que isso nos leve á autodestruição. E logo, a tentativa da pessoa que busca entender o que se passa dentro de si, fazendo o uso da dor e a impossibilidade que temos em evitar que as coisas ruins aconteçam.

Professora: Então, você vai escrever alguma coisa?
Cassie: Eu não tenho certeza.
Professora: Sobre o quê?
Cassie: Quanto tempo eu posso esperar para escrever e ainda assim tirar 10.
(...)
Cassie: É possível aproveitar o poder de verdade?
Professora: O quê?
Cassie: É a terceira questão.
Professora: Eu não posso te ajudar com a sua prova.
Cassie: Eu parei de comer e então todos tiveram que fazer o que eu dizia. Isso me deu poder.
Professora: E você aproveitou?
Cassie: Eu acho que foi a época mais feliz da minha vida. Mas eu tive que parar antes que eu morresse por que... Senão não seria divertido. Você não entenderia.
Professora: Você está errada, Cassie.
Cassie: Você também se cortava?
Professora: As pessoas fazem qualquer coisa... As pessoas fazem qualquer coisa para saber por que elas se sentem mal. Não é verdade?
Cassie: E você? Conseguiu?
Professora: Como eu disse, eu não devo ajudá-la com a sua prova.
Cassie: Eu quero que você me diga.
Professora: O quê?
Cassie: Como impedir que coisas ruins aconteçam.
Professora: Não funciona, não é? É por isso que você tem que começar a comer de novo.
Cassie: Eu me apaixonei.
Professora: Ah! Amor. Porque se cortar quando você pode estar amando?
Cassie: Você acha que passar em uma prova vai me fazer feliz?
Professora: Cassie, passar na prova normalmente faz a vida ficar mais complicada. Mas há muitas outras coisas que fazem a vida ficar suportável. E você nem precisa usar uma faca.
Cassie: Como?
Professora: Música!

Então elas começam a dançar na sala e Cassie conclui seu teste de Filosofia.
Marianne
Aparentemente, o conto de Alice ganhou destaque com a notícia do filme. Mas por incrível que pareça, comecei a ler o livro por indicação de uma pessoa muito especial! Vou postar os trechos que mais adorei do livro:


Não adianta eles colocarem suas cabeças para baixo e dizer, “venha para cima, querida”. Eu vou simplesmente olhar para cima e dizer “Quem sou eu? Digam-me isso primeiro e depois, se eu gostar de ser a tal pessoa, eu subirei: se não, vou ficar aqui até ser outra...mas, puxa”, e Alice começou a chorar, com uma súbita explosão de lágrimas.
“Eu queria que eles olhassem para baixo! Eu estou tão cansada de estar aqui sozinha.”


“Era bem melhor em casa”, pensou a pobre Alice, “ninguém fica crescendo e diminuindo, e recebendo ordens de ratos e coelhos. Eu quase desejo não ter entrado na toca do coelho...mas, mas, é tão curioso, sabe, esse tipo de vida! Eu queria saber o que pode ter acontecido comigo. Quando eu lia contos de fada, ficava imaginando que esse tipo de coisas nunca acontece e agora estou aqui no meio de um! Deveria haver um livro escrito sobre mim, deveria sim! E quando eu crescer, eu vou escrever um...mas...eu já cresci...”, ela continuou com uma vozinha triste, “não há mais espaço para eu crescer aqui.”
“Mas então”, pensou Alice, “eu não vou nunca ficar mais velha do que sou agora? Isso é um conforto, de qualquer maneira...nunca ficar velha...e então...ter sempre que estudar. Oh! eu não gostaria disso!”
“Ah, sua bobinha”, ela respondeu para si mesma. “Como você quer estudar aqui? Afinal esse quarto já está tão pequeno para você, quanto mais para livros de escola!”


A Lagarta e Alice olharam-se uma para outra por algum tempo em silêncio: por fim, a Lagarta tirou o narguilé da boca, e dirigiu-se à menina com uma voz lânguida, sonolenta.
“Quem é você?”, perguntou a Lagarta.
Não era uma maneira encorajadora de iniciar uma conversa. Alice retrucou, bastante timidamente: “Eu — eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento — pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então.
“O que você quer dizer com isso?”, perguntou a Lagarta severamente. “Explique-se!”
“Eu não posso explicar-me, eu receio, Senhora”, respondeu Alice, “porque eu não sou eu mesma, vê?”
“Eu não vejo”, retomou a Lagarta.
“Eu receio que não posso colocar isso mais claramente”, Alice replicou bem polidamente, “porque eu mesma não consigo entender, para começo de conversa, e ter tantos tamanhos diferentes em um dia é muito confuso.”
“Não é”, discordou a Lagarta.
“Bem, talvez você não ache isso ainda”, Alice afirmou, “mas quando você transformar-se em uma crisálida — você irá algum dia, sabe — e então depois disso em uma borboleta, eu acredito que você irá sentir-se um pouco estranha, não irá?”
“Nem um pouco”, disse a Lagarta.
“Bem, talvez seus sentimentos possam ser diferentes”, finalizou Alice, “tudo o que eu sei é: é muito estranho para mim.”
“Você!”, disse a Lagarta desdenhosamente. “Quem é você?”
O que as trouxe novamente para o início da conversação. Alice sentia-se um pouco irritada com a Lagarta fazendo tão pequenas observações e, empertigando-se, disse bem gravemente: “Eu acho que você deveria me dizer quem você é primeiro.”
“Por quê?”, perguntou a Lagarta.
Aqui estava outra questão enigmática, e, como Alice não conseguia pensar nenhuma boa razão, e a Lagarta parecia estar muito chateada, a menina despediu-se.
“Volte”, a Lagarta chamou por ela. “Eu tenho algo importante para dizer!”
Isso soava promissor, certamente. Alice virou-se e voltou.
“Mantenha a calma”, disse a Lagarta.
“Um lado do quê? Outro lado do quê?”, pensava Alice consigo mesma.
“Do cogumelo”, respondeu a Lagarta, como se Alice tivesse falado alto, e já no momento seguinte ela estava fora da vista.
Alice permaneceu olhando pensativamente para o cogumelo por um minuto, tentando compreender quais eram os dois lados da planta, e, como ela era perfeitamente redonda, sentiu-se em meio a uma difícil questão. Entretanto, afinal a menina esticou seus braços o mais que pôde em torno do cogumelo e cortou um pedaço da borda com cada mão.


“O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?”
“Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato.
“Não me importo muito para onde...”, retrucou Alice.
“Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.
“...contanto que dê em algum lugar”, Alice completou.
“Oh, você pode ter certeza que vai chegar”, disse o Gato, “se você caminhar bastante.”
Alice sentiu que isso não deveria ser negado, então ela tentou outra pergunta.
“Que tipo de gente vive lá?”
“Naquela direção”, o Gato disse, apontando sua pata direita em círculo, “vive o Chapeleiro, e naquela”, apontando a outra pata, “vive a Lebre de Março. Visite qualquer um que você queira, os dois são malucos.”
“Mas eu não quero ficar entre gente maluca”, Alice retrucou.
“Oh, você não tem saída”, disse o Gato, “nós somos todos malucos aqui. Eu sou louco. Você é louca.”
“Como você sabe que eu sou louca?”, perguntou Alice.
“Você deve ser”, afirmou o Gato, “ou então não teria vindo para cá.”
Alice não achou que isso provasse nada afinal: entretanto, ela continuou: “E como você sabe que você é maluco?”
“Para começar”, disse o Gato, “um cachorro não é louco. Você concorda?”
“Eu suponho que sim”, respondeu Alice.
“Então, bem”, o Gato continuou, “você vê os cães rosnarem quando estão bravos e balançar o rabo quando estão contentes. Bem, eu rosno quando estou feliz e balanço o rabo quando estou bravo. Portanto, eu sou louco.”
“Eu chamaria isso de ronronar, não rosnar”, disse Alice.


“Bem! Eu tenho visto muitos gatos sem sorriso”, pensou Alice, “Mas um sorriso sem um gato! É a coisa mais curiosa que já vi em toda minha vida!”


Alice suspirou enfastiadamente. “Eu acho que você deveria fazer coisa melhor com seu tempo”, ela disse, “ao invés de gastá-lo com charadas que não têm resposta.”
“Se você conhecesse o Tempo tão bem quanto eu conheço”, o Chapeleiro falou, “não falaria em gastá-lo como se fosse uma coisa. Ele é uma pessoa.”
“Eu não sei o que você está dizendo”, disse Alice.
“Claro que não!”, o Chapeleiro disse, sacudindo a cabeça desdenhosamente. “É muito provável que você nunca tenha falado com o Tempo!”
“Talvez não”, Alice replicou cautelosamente, “mas eu sei que tenho que marcar o tempo quando aprendo música.”
“Ah! Isso explica”, concluiu o Chapeleiro. “Ele não vai ficar marcando compasso para você. Agora, se você ficar numa boa com ele, poderá fazer o que quiser com o relógio. Por exemplo, suponha que são nove horas da manhã, bem a hora de começar a fazer as lições de casa, você apenas tem que insinuar no ouvido do Tempo e o ponteiro dá uma virada num piscar de olhos! Uma e meia, hora do almoço!”


“Tome mais um pouco de chá”, ofereceu a Lebre de Março para Alice, com um ar sério.
“Mas eu ainda não tomei nada”, replicou Alice em um tom ofendido, “portanto eu não posso tomar mais.”
“Você quer dizer que não pode tomar menos”, disse o Chapeleiro, “é mais fácil tomar mais do que nada.”


(continua...)
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Marianne
- É preciso ter muita coragem para enfrentar seus inimigos e mais coragem ainda para enfrentar seus próprios amigos.

- Compreender é o primeiro passo para aceitar, e somente aceitando podemos nos recuperar.

- Não são as nossas habilidades que nos mostram quem realmente somos e sim as nossas escolhas.

- Não vale a pena viver sonhando e se esquecer de viver

- A verdade é uma coisa bela e terrivel, portanto deve ser tratada com grande cautela.

- É fácil encontrar a felicidade mesmo nas horas mais sombrias, se a pessoa se lembrar de acender a luz


PS: Frases tirado dos livros de J.K. Rowling
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Marianne

O VENENO ESTAVA NA FERIDA E A FERIDA NÃO CICATRIZAVA...
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Marianne
Hoje recebi um e-mail, achei ótima a reflexão, vou postar aqui:

Coisas que a vida ensina depois dos 40

Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive, ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.
Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...

© Artur da Távola - 1936/2008
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Marianne

No caminho da sorte, a alma perdi
Dei um beijo na morte e sobrevivi
Mas perdi o meu medo,
A viver aprendi

Fiz do mundo o meu palco, do sol minha luz
Pra fazer meu circo usei minha cruz
De um pedaço do céu, fiz as lonas azuis.
Do céu eu fiz as lonas azuis
Do céu eu fiz as lonas azuis.

Aprendi que nem sempre é feliz quem procura
Que a vida mais fácil também é a mais dura
Que a estrada mais curta é também mais escura.

Aprendi na descida, mais forças ganhar
Pra chegar na subida e não desanimar
Sou da vida um artista, ganhei meu lugar.
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Marianne

Visitando alguns blogs, achei um com um texto incrível, me senti no desejo de expor aqui para reler ás vezes, pois me identifiquei com as palavras e me provocou uma nostalgia, não sei o nome do autor(a), mas o blog chama Raízes e Asas - Pulsar, Seguir, Florir. Segue o texto:



MONÓLOGO DE UM SONHO


Pra começar, eu sei o que vão dizer: 'agora ela está bem', 'ela quer que você siga em frente', 'ela te amava muito e não quer te ver desse jeito'.

É, eu sei... Já decorei todas as falas, todas as caras de 'eu não sei o que dizer', todas as posições dos pés e os braços abertos. Eles me acalmam, me confortam, me distraem, mas não é isso que falta e é nessa hora que me encontro só.

O que eu preciso não posso ter. Só as lembranças, doces cheiros, acalentando meu coração, esquentando meu corpo. E é nessa hora, mesmo não querendo, que eu transbordo, por ter de quem sentir saudade, por ter dito adeus rápido demais para alguém que eu amava muito.

Se nós somos duas almas perdidas nadando por aí, posso pensar que vou te encontrar de novo, não posso? E assim, eu posso pensar que neste momento você tá me observando?

Daí eu posso fechar meus olhos, então, e imaginar o seu abraço me apertando, minha cabeça no teu seio, e você rindo dizendo pra eu não chorar mais porque você está comigo. Então eu sorrio, mesmo sendo mentira, eu sorrio, porque eu te vi nos meus pensamentos, porque você esteve do meu lado e você estava tão linda me dizendo pra não chorar.

E aí eu te olho toda vermelha, com cara de choro e digo: 'queria que você estivesse aqui.' Aí você diz que está e eu finjo que acredito, e é nessa hora que você vai embora. Eu abro os olhos e vejo o apartamento vazio, não ouço seus passos, só essa música que me lembra você, só essa saudade que é culpa sua.

A realidade mais chata que um sonhador qualquer poderia encarar. É como estar só, abraçar a solidão e se sentir suave.


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Marianne

SAWABONA
(Por Flávio Gikovate, médico psicoterapeuta)


Sobre estar sozinho

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio.
As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: O outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante.
Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração.
Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

PS: Caso tenha ficado curioso em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África e quer dizer "EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM." Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA, que é "ENTÃO, EU EXISTO PRA VOCÊ."
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Marianne

Do you know what his soul said to me, without saying a word? 'Let him go', he said 'Let him go'.
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Marianne

Sonhe, ainda que o sonho pareça impossível.
Lute, ainda que o inimigo pareça invencível.
Suporte a dor, ainda que pareça insuportável.
Percorra por onde os bravos não ousam percorrer.
Transforme o mal em bem, ainda que seja necessário percorrer mil milhas.
Ame o puro e inocente, ainda que seja inexistente.
Resista, ainda que o corpo não resista.
E, no final alcançará aquela estrela,
ainda que pareça inalcansável."
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Marianne

Do átomo dirigivel às substancias mortas

Parada aqui, mas olhando, através dos olhos de quem partiu, pra alguém que ficou... Não seguiu as suas próprias regras. Eu tinha diante de mim um mar que se chama solidão, que me chamava viver com ele este estado bipolar de tédio e euforia barata. Um mar cujas vagas vinham me beijar e afundavam meus pés na beira da praia, isso sempre me deu medo. Quanto desencontro ainda haverá nessa nossa vida? Mas antes de mentir eu procurei te dizer a verdade, só que tu não quiseste ouvir, agora é contigo, escolha no que acreditar; uma mentira contada com sinceridade ou uma verdade absolutamente duvidável. Se o pouco que tem, ainda tiver algum sentido então ainda há muito que fazer, até por que agora não há mais alternativa, nem onde se esconder é preciso trabalhar. A vida é um mapa de palavras cruzadas, um criptograma onde nada se encaixa e as pistas eram as letras ‘M’ e ‘A’, o resto eu apaguei sem ler. Eu te ofereço abrigo e carinhos pras feridas com as quais o tempo te presenteou. Confesso que eu mesmo ainda estou me recuperando de tudo, mas isso não é empecilho. Também posso cuidar de ti. Lembra quando este caos era só uma possibilidade, e a insegurança era só uma fraca sombra? Hoje eles têm peso, substância e malícia. Agora estamos longe de onde gostaríamos de estar embora aqui seja um lugar quase tranqüilo, quase livre, quase romântico... Que mal há em acertar as contas com o tempo? Ontem encontrei com alguns dos nossos antigos amigos, me perguntaram por que não atendo mais meu telefone, por que eu não respondo e-mails e por que eu desapareci... Gargalhei alto pra mudar de assunto e não dizer no que ando pensando. Garanto-te que eu não vou rir de tudo isso..
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