Marianne
Alanis Morissette - Incompleta

Um dia eu encontrarei alívio
Eu estarei atingida
E eu serei amiga dos meus amigos
que sabem como serem amigos

Um dia eu estarei em paz
Eu estarei esclarecida
E eu estarei casada, com crianças
e talvez adotadas

Um dia eu estarei curada
Eu colherei meus ferimentos
forjando o fim de uma trágica comédia

Eu estive correndo tão suada em toda a minha vida
Urgente por uma linha final
E eu tenho sentido saudades do enlevo todo esse tempo
Por ser para sempre incompleta

Um dia, minha mente irá regressar,
E eu conhecerei Deus
E eu serei constantemente aquela
com sua noturna penumbra e dia

Um dia eu estarei segura,
igual às mulheres que eu vejo
em seus trigésimos aniversários

Eu estive correndo tão suada em toda a minha vida
Urgente por uma linha final
E eu tenho sentido saudades do enlevo todo esse tempo
Por ser para sempre incompleta

Sempre germinando
Sempre expandindo
Sempre aventurosa
E tortuosa
Mas nunca feita

Um dia, Eu falarei livremente
Eu estarei com menos medo
E uniforme fora dos meus poemas
E letras e artes

Um dia eu estarei cheia de fé
Eu estarei confiando e vastamente
autêntica e estabilizada
e inteira

Eu estive correndo tão suada em toda a minha vida
Urgente por uma linha final
E eu tenho sentido saudades do enlevo todo esse tempo
Por ser para sempre incompleta


Marianne


Vamos fechar nossos olhos e sussurrar uma sinfonia de Mozart
Preciso fugir para um lugar dentro de mim que ninguém me ache
Preciso cometer algum erro quando tudo está perfeito
Que graça e motivação têm essa vida quando você não sabe jogar?
Eliminando todas as peças para chegar ao rei
Pois a coisa maior, mais valiosa e encantadora encontra-se nas menores caixinhas de veludo...

Por quantas horas dançamos nossa valsa?
Sabe, confesso, eu preferia um tango
Eu preferia um absinto em vez de um vinho
O perfume da única rosa que você me deu ainda permanece em minha mente
Às vezes a noite caminho pelas ruas e o vento parece trazer o seu perfume
Você foi tudo e mais um pouco, melhorou tanto que se estragou.

Que hora chegará ao topo da sua torre?

Eu vivo como quem morre – declaração melodramática!
Estou tentando, mas não estou conseguindo desistir de você
E isso me diminuiu a cada noite
Você tinha todas as cores da minha paisagem
Agora a tela está preta e branca

E eu sei que essa culpa que eu joguei nas suas costas
Será para sempre o veneno em seus pensamentos
Mas um dia você morrerá e terá paz das nossas lembranças
Queria fazer diferente, mudar as velas do meu barco,
Porém é inútil, as torrentes já te levaram para longe
E eu não tenho nenhuma bússola para me mostrar aonde estou

“As vezes o destino une para poder separar”

I loved you, but now I don’t know what to do without you here…
Marianne
Ano novo... Fiquei a noite e madrugada toda pensando nas coisas que me aconteceram em 2009, e pensei “oh my god!”, conquistei tantas coisas em um curto prazo, mudei tanto em mim, fiz novos amigos e o melhor de tudo – não me apaixonei por ninguém! Isso para uma garota é algo bem difícil, acredite.

Enquanto isso jovens comemorando suas próprias angústias, bebendo, fumando e fingindo divertirem-se com suas drogas, até que um leva um tiro, todos ficam em choque, bom, ficam em choque até a ambulância retirar o corpo e a festa continua, afinal o que os olhos não vê, uma mente drogada não sente, não reflete.

Obrigada Deus por me poupar dessa grande perca de tempo juvenil.

Fico pensando, será que tudo o que tenho para conquistar é como esse pequeno vidro de remédio na minha frente, escrito na embalagem meu nome completo, esperando somente eu estender minhas mãos e tomar uma vez por dia duas cápsulas, será que as coisas não são assim? Estão lá prontas para nós, esperando somente a gente tomar a decisão de possuí-las... Mas quando o vidro ficar vazio? O que irá curar minha doença? Pois chegará um momento que meu corpo estará imune ao efeito dele e procurarei algo que amenize mais minhas dores físicas. A vida é um morrer a cada dia.

Seja como for... a multidão já não é o lugar que desejo estar.
Marianne
(Viva Os Loucos Que Inventaram o Amor)
Moacyr Franco
Composição: Astor Piazzolla / Horácio Ferres

Num dia desses ou, numa noite dessas
você sai pela sua rua ou, pela sua cidade ou,
ou, sei lá, pela sua vida, quando de repente,
por detrás de uma árvore, apareço eu!!!

Mescla rara de penúltimo mendigo
e primeiro astronauta a pôr os pés em vênus.
Meia melancia na cabeça, uma grossa meia sola em cada pé,
as flôres da camisa desenhadas na própria pele
e uma bandeirinha de táxi livre em cada mão.

Ah! ah! ah! Você ri... você ri porquê só agora você me viu.
Mas eu flerto com os manequins,
o semáforo da esquina me abre três luzes celestes.
E as rosas da florista estão apaixonadas por mim, juro,
vem, vem, vamos passear. E assim meio dançando, quase voando eu
te ofereço uma bandeirinha e te digo:

Já sei que já não sou, passei, passou.
A lua nos espera nessa rua é só tentar.
E um coro de astronautas, de anjos e crianças
bailando ao meu redor, te chama:
vem voar.

Já sei que já não sou, passei, passou.
Eu venho das calçadas que o tempo não guardou.
E vendo-te tão triste, te pergunto: O que te falta?
...talvez chegar ao sol, pois eu te levarei.

Ah! Ah! Ah! Ah!

Louco, louco, louco! Foi o que me disseram
quando disse que te amei.
Mas naveguei as águas puras dos teus olhos
e com versos tão antigos, eu quebrei teu coração.

Ah! Ah! Ah! Ah!

Louco, louco, louco, louco, louco! Como um acróbata demente saltarei
dentro do abismo do teu beijo até sentir
que enlouqueçi teu coração, e de tão livre, chorarei.

Vem voar comigo querida minha,
entra na minha ilusão super-esporte,
vamos correr pelos telhados com uma andorinha no motor.
Ah! Ah! Ah!
Do Vietnã nos aplaudem: Viva! viva os loucos que inventaram o amor!
E um anjo, o soldado e uma criança repetem a ciranda
que eu já esqueci...
Vem, eu te ofereço a multidão, rostos brilhando, sorrisos brincando.
Que sou eu? sei lá, um... um tonto, um santo, ou um canto a meia voz.

Já sei que já não sou, nem sei quem sou.
Abraça essa ternura de louco que há em mim.
Derrete com teu beijo a pena de viver.
Angústias, nunca mais!!! Voar, enfim, voaaaarrr!!!

Ama-me como eu sou, passei, passou.
Sepulta os teus amores vamos fugir, buscar,
numa corrida louca o instante que passou,
em busca do que foi, voar, enfim, voaaaarrr!!!

Ah! Ah! Ah! Ah!...

Viva! viva os loucos!!! Viva! viva os loucos que inventaram o amor!
Viva! viva! viva!
...
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Marianne
A cada manhã quando abro meus olhos, noto que a minha existência está de alguma forma diferente da última vez que os fechei.

É como se eu tivesse que recomeçar, como se o sono fosse um fim, e o despertar um começo, fazendo disso um ciclo vicioso. Estou entediada, nada me traz satisfação, não sinto necessidade de coisas materiais, não sinto falta de companheirismo, é como se meu ser fosse atravessado por uma flecha, fazendo sangrar do meu peito qualquer tipo de querer, uma apatia incontrolável, como se o vazio e desespero fosse abraçado e aceitado para todo o sempre.

O que você faria se soubesse que a pedra que você vai (planejar em) lapidar, não é o diamante que você espera? Muitos notaram isso quando tentaram tirar de mim tudo aquilo que possivelmente ocultava meu brilho, mas que me protegia dos olhos gananciosos. E quando alguém se decepciona com você, ele te decepciona também e faz você decepcionar-se contigo mesmo, são três decepções!!! E em uma tarde com uma chuva horrível e um frio insuportável, ele se vai e te deixa como um cão ensopado na beira da plataforma.

Se vira cão inocente, sai caçar com suas garras agora!

...

Está calor e eu não sinto vontade de existir lá fora, essas quatros paredes parecem ser as melhores amigas, simplesmente por não terem bocas para palpitarem sobre minhas tragédias humana.

Natal, ano novo chegando... Uau!!! Que grande porcaria! Os dias não existem, só há uma seqüência de fatos mornos. As pessoas decepcionam umas as outras e depois quando chegam nessa data, acreditam estarem sendo invadidas por um grande espírito de bondade, o qual deve dar e receber o perdão, e todos se abraçam, quando a verdadeira vontade é enforcar um ao outro, e pedem para Cristo os abençoar... Existe um espetáculo de circo mais irônico que este? Porque não deixou que essa bondade invadisse no momento em que pensou em ferir de alguma forma o outro?

Mas vamos lá de novo, viver essa grande falsidade de ceia natalina, estourar fogos de artifícios no ano novo, abrir garrafas de champagne tentando atingir com a tampa a cabeça daqueles que mais odiamos, mas que naquele instante temos que fingir que amamos, claro.

“Feliz” Natal e “Próspero” Ano Novo! Desejo que consigas acertar a cabeça de quem você mais “ama” com a tampinha da champagne!

-Mari-
Marianne
É quando o circo pega fogo, que você descobre, quais dos palhaços tinham valor significativo no espetáculo da sua vida. (Ás vezes descobre que nenhum tinha...)

É quando o circo pega fogo, que você descobre, qual era a sua fantasia preferida.

É quando o circo pega fogo, que você descobre, o quão doloroso é deixar queimar e tornar cinzas, aquilo que você se dedicou dia após dia, com seu sangue, para fazer o espetáculo sempre continuar na vida daqueles atores desmotivados.

É quando o circo pega fogo, que você descobre que todo o seu esforço pode ser jogado fora a qualquer instante.

É quando o circo pega fogo, que você descobre o real significado da frase que diz: que os ratos são os primeiros a abandonar o navio quando está afundando.

É quando o circo pega fogo que você descobre que só há vida quando há espetáculo, que só há personalidade quando há máscaras, que só há amizade quando há mentiras, que só há harmonia quando há falsidade.

O fogo que queima tudo é o mesmo fogo que ilumina e nos mostra a verdade, que antes, na escuridão da ignorância em grupo, não éramos capazes de ver.

Simplesmente estava cansada de ver somente a sombra de uma amizade queimando por de trás dessa caverna, agora que tirei essas correntes, embora meus olhos lagrimejam e queimem com a luz do sol, vejo o quão grande é a perca de tempo em tentar abrir os olhos daqueles que recusam a enxergar.

Sábia é a coruja, dona da noite, amiga da solidão, que enxerga na escuridão, aquilo que nem de dia muitos são capazes de ver.

-Mari-
Marianne
Foi ontem e eu nem percebi... Acho que quando certas datas deixam de ser importantes, a gente nem nota a sua passagem.

Mas enfim sempre tem um ou outro que lembra por nós. Acho que eu não teria nada mais a lhe desejar nesse dia, desejos são apenas desejos, não nos dão nada e como acho que você é o único a conseguir algo, melhor que você conquiste por si mesmo.

Você já tem tudo o que gostaria de ter, que mais poderia pedir aos deuses? As coisas que eu pediria pra você, você seria incapaz de possuí-las. Só quero mesmo que você tenha uma boa saúde e viva muito, tempo o suficiente para refletir sobre todos os seus atos, e quero que como todo ser humano, você erre, erre muito para entender de cor que errar realmente é humano, mas insistir em um erro é insanidade!

Que o tempo apague todas as suas pegadas, para que eu não veja mais em que direção você está caminhando.
Marianne
Não me faz falta aquilo que nunca esteve presente - uma amizade.
Marianne
- É preciso ter muita coragem para enfrentar seus inimigos e mais coragem ainda para enfrentar seus próprios amigos.

- Compreender é o primeiro passo para aceitar, e somente aceitando podemos nos recuperar.

- Não são as nossas habilidades que nos mostram quem realmente somos e sim as nossas escolhas.

- Não vale a pena viver sonhando e se esquecer de viver

- A verdade é uma coisa bela e terrivel, portanto deve ser tratada com grande cautela.

- É fácil encontrar a felicidade mesmo nas horas mais sombrias, se a pessoa se lembrar de acender a luz


PS: Frases tirado dos livros de J.K. Rowling
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Marianne

Não há de ser nada, pois sei que a madrugada acaba, quando a lua se põe
O abraço de um vampiro é o sorriso de um amigo e mais nada
Não há de ser nada, pois sei que a madrugada acaba, quando a lua se põe
A estrela que eu escolhi não cumpriu com o que eu pedi
e hoje não a encontrei
Pois caiu no mar, e se apagou
Se souber nadar, faça-me o favor
O milagre que esperei nunca me aconteceu
Quem sabe só você
Pra trazer o que já é meu

Brilha onde estiver
Faz da lágrima o sangue que nos deixa de pé
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Marianne
As palavras registram as coisas que queremos significar, expressar... O choro é uma forma de expressão também, mas não consigo chorar, eu abaixo minha cabeça e meus olhos nem se molham. Então escrevo, e ninguém entende minhas escritas, eu não sei significar as coisas, quando mais eu tento arrumar uma situação, mas eu complico e as pessoas se tornam grosseiras, não as critico, as entendo, a sensibilidade delas em perceber as coisas é diferente da minha, talvez o azul que vejo com meus olhos, não seja o mesmo azul visto pelos olhos de outrem.

Eu vivo uma mentira. Eu vivo perdida no meio dos mentirosos.

Eu não sei qual o sentido real dessa vida, nem sei crer se a vida é algo real, afinal, pelo quê estou lutando? Porque uma formação exige classificações e competições? Eu não sei competir, talvez porque eu não goste de competir, mas o mundo me lança contra a parede me obrigando a escolher o que é sempre melhor, mais caro e mais bonito, quando eu odeio o que é mais caro, melhor e mais bonito. O melhor para mim não é o melhor para o outro, o mais caro é enjoativo e sempre exige troca e o mais bonito é sempre falso e cansativo.

As pessoas não têm carisma, todos caminham rumo a apatia inconscientemente, e eu acompanho essa marcha. O coração que antes era símbolo de amor se tornou nada mais, nada menos que um pedaço de carne que pulsa com um prazo de validade apagado, preste a estragar a qualquer instante.

Eu não sofro a ausência de quem se vai, de quem quero que vá, de quem eu não gostaria que fosse. As pessoas... o que são as pessoas? Um bando de lobos famintos querendo morder a melhor parte da carne.

Animais, o que são os animais? Um bando de humanos gananciosos e interesseiros que usam uns aos outros e se deixam usar.

Cegos, estamos todos cegos nessa valsa de moralidade e posturas.

Estou cansada, já não sei mais machucar as pessoas com palavras como eu gostaria de machucar, talvez porque a verdadeira intenção não seja machucar apenas com palavras...

A ira é o pior e mais doloroso de todos os pecados. E eu a tenho oculta em um véu de uma falsa paciência.


-Mari-
Marianne
Composição: Chico Buarque e Gilberto Gil

Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...

Como beber
Dessa bebida amarga
Tragar a dor
Engolir a labuta
Mesmo calada a boca
Resta o peito
Silêncio na cidade
Não se escuta
De que me vale
Ser filho da santa
Melhor seria
Ser filho da outra
Outra realidade
Menos morta
Tanta mentira
Tanta força bruta...

Pai! Afasta de mim esse cálice
(...)
De vinho tinto de sangue...

Como é difícil
Acordar calado
Se na calada da noite
Eu me dano
Quero lançar
Um grito desumano
Que é uma maneira
De ser escutado
Esse silêncio todo
Me atordoa
Atordoado
Eu permaneço atento
Na arquibancada
Prá a qualquer momento
Ver emergir
O monstro da lagoa...

Pai! Afasta de mim esse cálice
(...)
De vinho tinto de sangue...

De muito gorda
A porca já não anda
De muito usada
A faca já não corta
Como é difícil
Pai, abrir a porta
Essa palavra
Presa na garganta
Esse pileque
Homérico no mundo
De que adianta
Ter boa vontade
Mesmo calado o peito
Resta a cuca
Dos bêbados
Do centro da cidade...

Pai! Afasta de mim esse cálice
(..)
De vinho tinto de sangue...

Talvez o mundo
Não seja pequeno
Nem seja a vida
Um fato consumado
Quero inventar
O meu próprio pecado
Quero morrer
Do meu próprio veneno
Quero perder de vez
Tua cabeça
Minha cabeça
Perder teu juízo
Quero cheirar fumaça
De óleo diesel
Me embriagar
Até que alguém me esqueça
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Marianne

Hoje descobri que nunca devemos alimentar um cão em sua solidão, pois cedo ou tarde ele morderá sua mão quando você estiver o agradando. Os piores inimigos são aqueles que se fazem de amigos, que você chama de amigos, e no final, quando o baile das máscaras termina, você descobre a verdadeira face, ou em outra conjetura, nem face própria algumas dessas pessoas conseguem ter.

Divirtam-se, voltem para o baile de máscaras, vocês não são capazes mesmo de viver sem uma máscara, lá na falsidade é aonde vocês conseguem dançar melhor.

Acho que toda essa choradeira, não passa de uma bela frescura para chamar a atenção.

Antes só do que mal acompanhada!
Marianne
Eu estava no deserto, andando na companhia das minhas miragens e alucinações, até que olhei para o chão e vi que lá havia pegadas que o vento não apagou; o vento queria que eu as visse.

Então notei que eu não estava sozinha naquele deserto, coloquei os meus pés em cima das pegadas e vi o quão pequenino meus pés eram... Mas continuei seguindo até encontrar a sua silhueta, mas estava distante de mim, e ainda continua distante.

Embora você tenha uma companhia, embora você beba no mesmo copo de água de alguém e divida o mesmo prato, o mesmo teto, eu sei mais do que todos que você está caminhando nesse deserto da vida, assim como eu, pois se não estivesse, eu jamais teria te encontrado.

Você tem o silêncio, o vazio e a solidão que um deserto possui, sua alma é incomoda dentro de você, mas eu a vejo, a vejo como um manto de luz que te cobre. Você é anjo, você é sábio, você é uma criança que se perdeu dos pais, que se perdeu da igreja, você ainda se busca e não se encontra.

Mas eu quero tocar a sua silhueta, mesmo que seja outra miragem... Porque você é o ideal que eu quero ser.

-Mari-
Marianne
Não estou em nenhuma crise existencialista, muito menos com ataques depressivos, mas quero postar aqui uma música, que eu considero um verdadeiro poema, uma intensa reflexão sobre aquilo que todos esperam, antes mesmo dela nos esperar: A Morte.

Mas antes quero deixar também uma frase muito interessante que um amigo comentou um certa vez:

"A vida é uma doença sexualmente transmissível, contraída no parto, incurável e que leva invariavelmente a morte".


|~†~|



Canto Para A Minha Morte
Composição: Raul Seixas / Paulo Coelho

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo, mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
 Que talvez seja o segredo desta vida
 Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida




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