Marianne
Às vezes penso que o vento possui uma consciência maliciosa e brincalhona, faz da minha vida uma folha que vai e vem, ou quem sabe, na verdade, sou uma árvore enraizada nesse solo limitado que me limita, penso que o vento retira minhas folhas e traz á mim, como redenção, inúmeras coisas inimagináveis...

O vento fez uma cortina dançar e nessa valsa eu descobri que alguém existia, embora não vejo mais esse alguém, eu ainda vejo as cortinas... A semelhança de todas as cortinas traz a mim a lembrança de uma coisa em si, de alguém em si, mas que vive longe de si... Esse alguém não se parece com as cortinas, mas a cortina escondeu seu rosto, agora todas as cortinas trazem a mim o rosto - que uma única cortina deixada a se levar pelo vento - escondeu diante de mim. Todas as cortinas escondem um único rosto que nunca se revela para mim.

Marianne
Estou feliz porque tudo está sensível ao meu redor
Ouço o cair de uma folha e sinto a plenitude da brisa
Choro mas sem anular o meu sorriso, pois tudo se apresenta tão belo
Talvez eu esteja sonhando com a paz desejada
Não quero acordar...
Se isso é loucura não quero ficar lúcida
Eu caminho sozinha pelas ruas, mas tenho minha sombra
O amor é um veneno que paralisa pedaços da minha mente
Não quero amar nada nem ninguém
Não quero que ninguém me ame
Quero ficar encolhida no meu circulo vicioso
Viver no mundo dos meus livros
Abrir meus braços quando a brisa se tornar ventania trazendo a tempestade
E sentir os mais fortes trovões ecoarem no meu peito
Porque sou humana e habita dentro de mim um caos
Porque sou mulher e habita dentro de mim um coração solitário na sua feminilidade

Marianne
Sozinho no abandono da multidão
Caminhas por trilhas mortas – não há caminho
Mas ainda ouve um coração
A vida não tem destino – mas sentido
Se tivesse seria somente um:
Todos dormindo no infinito
Não chegando a destino algum
Marianne

Vem em mim como a brisa cortando a cevada
Deita-me em imensas ondas onde queres me afogar
És doce e amarga, amiga e inimiga, é a moeda que eu pago pela minha existência - sentença
Eu te chamo de minha penitência, minha redenção e minha salvação
Eles te chamam de vida – sopro de Deus
A sobra do prato de Deus...
Marianne
Você foi o único que viu a boneca empoeirada atrás da vitrine
Eu sempre me senti uma figurante na vida de todos
Muitos passavam na frente da loja mas não olhava para os lados
Mas você tocou a palma da sua mão no vidro que me protegia
Então me fez acreditar que eu respirava
E algo começou a pulsar dentro do meu peito
Passei a ouvir um eco chamando por você
Você sorriu e eu sorri de volta e eu acreditei que existia
Quando vi que eu podia me movimentar no reflexo dos seus olhos
Mas você não me levou para casa
Você tem medo até de me por na sua escrivaninha
Eles apagam as luzes e eu permaneço mais um dia no mesmo local
Esperando aquela criança me olhar e brincar comigo
Porque você me mostrou o paraíso e não me deixou entrar?
Você está trincando meu rosto me fazendo chorar
E meu coração de porcelana está virando cacos que me machucam por dentro
Devolva a minha solidão criança medrosa...

Marianne


Não consigo parar de chorar, tentei parar de pensar, mas não dá certo.
Você não espera que as coisas aconteçam, você não pode controlar, você não pode controlar nada.
Então eu estou nesse dia de visitas idiota e todo mundo é esnobe e rude, e aí eu vejo alguém.
Eu nunca nem falei com ela... Isso não pareceu importar, porque aí tudo ficou bem divertido.
E quando estávamos indo pra casa, estávamos contando segredos. Eu queria mover minha mão, eu queria tanto movê-la, e aí ela moveu a dela. Eu queria ter contado como é fácil pra mim amar alguém.
Somos todos sozinhos e tudo o que queremos é alguém que você sabe... Preste atenção... E nos diga que somos bonitos e meigos, e... E diga que quer você...

Carta de Sophia – Episódio 2 – 4º Temporada Skins
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Marianne
Resolvi trazer aqui algumas frases de destaque de Paul-Jean Sartre:

- Nunca se é homem enquanto se não encontra alguma coisa pela qual se estaria disposto a morrer.

- O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.

- Detesto as vítimas quando elas respeitam os seus carrascos.

- O homem não é nada mais do que aquilo que faz a si próprio.

- O homem não é a soma do que tem, mas a totalidade do que ainda não tem, do que poderia ter.

- Cada homem deve inventar o seu caminho.

- O desejo exprime-se por uma carícia, tal como o pensamento pela linguagem.

- És livre, escolhe, ou seja: inventa.

- Ser-se livre não é fazermos aquilo que queremos, mas querer-se aquilo que se pode.

- Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos.

- Quando os ricos fazem a guerra, são sempre os pobres que morrem.

- Nunca julgamos aqueles a quem amamos.

- O homem deve ser inventado a cada dia.

- O mal só pode ser vencido por outro mal.

- A vida é o pânico num teatro sem chamas.

- No amor, um mais um é igual a um.

- Se você sente tédio quando está sozinho é porque está em péssima companhia.

E como expressava meu Prof. Dorgival em Negócios Internacionais, quando dava murros no quadro:

- Estamos condenados a ser livres!!!!!!
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Marianne
If all is well, why your voice is sweet?
If nothing happened, why we think about it every night?
If everything was just a joke, why we are taking them seriously?
You are special to me
For it you was the first person that lost the look at me
I felt the horizon of someone for the first time
And that made me happy ...

Marianne
Não és bom, nem és mau:
és triste e humano...
Vives ansiando
em maldições e preces,
Como se a arder no coração tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.

Pobre, no bem como no mal padeces;
E rolando num vórtice insano,
Oscilas entre a crença e o desengano,
Entre esperanças e desinteresses.

Capaz de horrores e de ações sublimes,
Não ficas com as virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:

E no perpétuo ideal que te devora,
Residem juntamente no teu peito
Um demônio que ruge
e um deus que chora.

Autor: Olavo Bilac

Marianne
Assistindo uma série inglesa chamada Skins, não pude deixar de focar a atenção em um diálogo da personagem Cassie com sua professora, como usar de um problema pessoal para ter poder sobre as outras pessoas e conseguir o que quer de maneiras fáceis, mesmo que isso nos leve á autodestruição. E logo, a tentativa da pessoa que busca entender o que se passa dentro de si, fazendo o uso da dor e a impossibilidade que temos em evitar que as coisas ruins aconteçam.

Professora: Então, você vai escrever alguma coisa?
Cassie: Eu não tenho certeza.
Professora: Sobre o quê?
Cassie: Quanto tempo eu posso esperar para escrever e ainda assim tirar 10.
(...)
Cassie: É possível aproveitar o poder de verdade?
Professora: O quê?
Cassie: É a terceira questão.
Professora: Eu não posso te ajudar com a sua prova.
Cassie: Eu parei de comer e então todos tiveram que fazer o que eu dizia. Isso me deu poder.
Professora: E você aproveitou?
Cassie: Eu acho que foi a época mais feliz da minha vida. Mas eu tive que parar antes que eu morresse por que... Senão não seria divertido. Você não entenderia.
Professora: Você está errada, Cassie.
Cassie: Você também se cortava?
Professora: As pessoas fazem qualquer coisa... As pessoas fazem qualquer coisa para saber por que elas se sentem mal. Não é verdade?
Cassie: E você? Conseguiu?
Professora: Como eu disse, eu não devo ajudá-la com a sua prova.
Cassie: Eu quero que você me diga.
Professora: O quê?
Cassie: Como impedir que coisas ruins aconteçam.
Professora: Não funciona, não é? É por isso que você tem que começar a comer de novo.
Cassie: Eu me apaixonei.
Professora: Ah! Amor. Porque se cortar quando você pode estar amando?
Cassie: Você acha que passar em uma prova vai me fazer feliz?
Professora: Cassie, passar na prova normalmente faz a vida ficar mais complicada. Mas há muitas outras coisas que fazem a vida ficar suportável. E você nem precisa usar uma faca.
Cassie: Como?
Professora: Música!

Então elas começam a dançar na sala e Cassie conclui seu teste de Filosofia.
Marianne

Estamos caminhando em direção do nosso objetivo, seguindo os tijolos de ouro, para descobrir que tudo não passa de uma farsa. Fingimos até a nossa respiração, para quê tudo isso? Colocamos nossa máscara e negamos assumir nossa verdadeira identidade, pois o outro também está mascarado, a igualdade não pode existir nesse espaço. Não somos nosso nome, não somos um sexo, não somos uma aparência, não somos nada do que as palavras determinam que sejamos... Simplesmente não somos.

Caminhando pelo mundo nenhuma novidade é encontrada, não somos capazes mais de afirmar as coisas que nos diferem dos animais, pois nos assemelhamos mais com um do que com os grandes intelectuais do passado que nos deixaram tantas coisas. A prática é tão diferente da teórica...

As pessoas são tão vulgares, buscam chamar a atenção, retornam ao mundo grego, pensam que é o centro do universo, quando não passam de um bando de inúteis, preguiçosos, vergonhosos, que nem tem consciência da própria existência.

Pessoas alienadas que se vestem de mídia, que comem porcaria que cai no chão e erguem o nariz tentando mostrar que possuí alguma coisa, quando na verdade chora sem consolo por dentro, pois há pessoas que odeiam tanto a forma que veio ao mundo, tentam desesperadamente se alterar, não vê resultados, então libera a frustração existencial em gestos escandalosos, gestos nojentos e animalescos.
Marianne

Agora que perdi tudo para você,
Você diz que quer começar algo novo,
E isso está partindo meu coração, você está indo embora.
Baby, estou lamentando.

Mas se você quer partir, tome muito cuidado,
Espero que tenha muitas coisas bonitas para vestir,
Mas então muitas coisas bonitas tornam-se ruins lá fora.

Oh baby, baby, é um mundo selvagem,
É difícil atravessar apenas com um sorriso.
Oh baby, baby, é um mundo selvagem,
Sempre lembrarei de você como uma criança, garota.

Você sabe, eu vi muito do que o mundo pode fazer
E isso está partindo meu coração em dois
Pois eu nunca quero te ver uma garota triste.
Não seja uma garota má.

Mas se você quiser partir, tome muito cuidado,
Espero que faça muitos bons amigos lá fora,
Mas só lembre-se, existem muitos ruins e cuidado.

[...]

Baby, eu te amo,
Mas se você quiser partir, tome bem cuidado
Eu espero que faça muitos bons amigos lá fora
Mas só lembra que há muitos maus e cuidado

Cat Stevens - Wild World
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Marianne
Sou a sua estrela da manhã, solitária e temporal na madrugada...
Sou teu Judas, te entregando com um beijo doce e vermelho
Não sou fada, não sou anjo, não sou suas projeções
Sou o abismo que olha para você...
Uma louca que se equilibra na beira do muro, no escuro...
Um vento, um pensamento, um susto e eu voarei
Com meus braços abertos posso ser heroína
Posso tocar o céu com meus dedos
Deitada na beirada de uma planície deixo meus cabelos dançarem para você
Tenho meus sapatinhos de cristal e eu os curvos em reverencia
E com a beira de meu vestido ordeno uma valsa cega de pulsões
Sinta a chuva, sinta a chuva que sangra do cosmo
Deixe-se lavar, lave-se no deixar...
O demônio sempre teve olhos castanhos e uma vestimenta vermelha
Ele sorri para nós...
Você não precisa ser forte quando não precisa de mim
Eu preciso ser fraca quando não preciso de ninguém para fingir ser gentil
Essa poeira branca passa pelos meus pensamentos e eu não vejo mal
Como fugir de nós quando o nós está em mim e em você
Deixe a chuva sangrar para te pintar de vermelho...
Talvez eu durma mais alguns dias a partir de amanhã.
O céu ainda sangrará por nós?
Marianne
Quando a noite é muito fria
Sinto a ausência do calor do seu abraço
Busco no silêncio de folhas vazias
Preencher a sua falta nesse espaço
Fecho meus olhos e revivo o passado
Se o inferno é para eu a distância do seu corpo
Como misericórdia, recebo as memórias do nosso encontro

Não sei mais nada sobre você
Isso me angustia em cada amanhecer
Será você o amor que queimará para sempre em mim?
Será você aquele por quem sempre tentarei deixar nas entre linhas da minha filosofia
Um grito e um choro de saudade – fraqueza cega de agonia?
Sinto falta de você, não há nada que fazer
Você se foi e eu não consegui te segurar
Levarei comigo meu amor - esse pesar
Em inúmeras primaveras procurando o seu olhar...
Marianne

Você diz que sente muito
E aquela cara de anjo aparece somente quando você precisa
Eu andando para frente e para trás o tempo todo
Porque eu sinceramente acreditei em você
Esperando os dias se arrastarem
Garota estúpida, eu deveria saber
Eu deveria saber

Eu não sou uma princesa, isso não é um conto de fadas
Eu não sou aquela que você quer agradar
Conduzida pela escadaria
Isso não é Hollywood, esta é uma cidade pequena
Eu era uma sonhadora antes de você chegar e me por para baixo
Agora é tarde demais pra você e seu cavalo branco
aparecerem

Talvez eu fosse ingênua, me perdi nos seus olhos
E nunca realmente tive chance
Foi erro meu, não sabia o que era estar apaixonada
Você batalhou para ter uma vantagem
Eu tive tantos sonhos sobre você e eu
Finais felizes, bem agora eu sei

Eu não sou uma princesa, isso não é um conto de fadas
Eu não sou aquela que você quer agradar
Conduzida pela escadaria
Isso não é Hollywood, esta é uma cidade pequena
Eu era uma sonhadora antes de você chegar e me por para baixo
Agora é tarde demais pra você e seu cavalo branco
aparecerem

E ai está você sobre seus joelhos
Implorando por perdão, implorando por mim
Como eu sempre quis, mas eu sinto muito. . .

Porque eu não sou sua princesa, isso não é um conto de fadas
Eu ainda vou achar alguém algum dia
Que realmente me trate bem
Esse é um mundo grande, aquela era uma cidade pequena
Lá no meu retrovisor desaparecendo agora
E é tarde demais para você e seu cavalo branco
Agora é tarde demais para você e seu cavalo branco
me alcançarem agora

Oh tente e me alcance agora
É tarde demais para me alcançar agora

[White Horse - Taylor Swift]
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