Há 2 dias
O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO
Jô Soares
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!
PS: Recebi hoje esse e-mail, ri muito.
Marianne
Às vezes fico parada pensando em algumas coisas, são nesses momentos que as pessoas sempre reclamam que passam por mim e eu não comprimento, mas tudo bem, eu realmente não as vejo.
Quando entramos para pesquisar algumas coisas na internet, sempre encontramos coisas que não tem absolutamente nada a ver com a intenção principal, é em decorrência disso que deixamos (até mesmo esquecemos) de fazer a pesquisa que deveríamos. Foi em um desvio de caminho assim que comecei a pensar como o “cenário” e o comportamento da época que eu estou vivendo, está tão estranho, tão, tão... Tão sem signos para expressar a totalidade de estranheza disso tudo!
Começando pela estética, reparei algo que é impossível não reparar, porque os seus olhos acabam seguindo sozinhos determinadas coisas, ou melhor, a sua curiosidade inconsciente faz você ficar olhando algumas coisas por um período desagradável, uma dessas coisas é algumas modas de acessórios, como óculos coloridos enormes que não são óculos de sol; não me arrisco a falar que seja de grau, pois eu estaria generalizando, porque sei que tem pessoas que usam para acompanhar outras pessoas que também usam e acompanham outras, enfim, um grupinho que acha “bonito” usar óculos que pega o rosto inteiro.Uma massa de perfis no orkut só tem fotos com esses óculos! Santa miopia!
A estética do cabelo também mudou, quanto mais diferente, melhor, então todos querem ser diferentes, e surge um grupinho de diferentes iguais! Em que todos têm cortes diferentes, mas coloridos como da Cyndi Lauper, que não é dessa geração e provavelmente essa geração nem sabe o que é, mas tem! E então há uma massa de cabelos coloridos e com cortes diferentes e o comum passa a ser o estranho, o cabelo de corte reto e de cor única perdeu a vez! Mas vez do que?
Tem outra coisa que percebi nessa época, o sarcasmo e a ironia tornaram uma arma poderosa, mas evitando metáforas, pois preciso parar com essa mania, visto que tenho uma professora que não compreende metáforas nas provas... Continuando, se você discute com uma pessoa e você for irônico e sarcástico, mas com inteligência, óbvio, você “humilha” o outro com facilidade e vence a discussão.
Há também o poder das críticas, ainda mais se essas forem irônicas e sarcásticas, se você for crítico, sarcástico, irônico, você pode se destacar em algum campo social, como na mídia por exemplo. Nadar contra a maré também te dá destaque – SEM METÁFORAS!!!! (to escrevendo pra mim mesma, não reparem...)
E deitar na sombra do outro também te da “poder”, mas há muitos degrauzinhos (desisto de não usar metáforas) para chegar ao poder através da sombra do outro, pois você precisa ser criativo em cima do trabalho do outro e por aí vai.
No mais, seria interessante conhecer o pensamento de alguns indivíduos sobre essa questão: Como você descreveria a sua geração para a geração futura? Considerando que isso ficaria na história. Levando em conta vários conceitos, sejam morais, estéticos, religiosos e assim por diante. Detalhe: nada daquelas expressões de “somos porra louca” (na verdade é algo como “nói somo poha loka”), “é nóis na fita” ou qualquer gíria que não fixou no meu psicológico até hoje.
Marianne
Febre insuportável queimando um organismo a meses
O reflexo no espelho é a maior mentira já vista
Mas o que importa os sentidos das coisas quando não os reconhecemos?
Na beira de um lago morto, deslizo minhas mãos na margem e um simples toque faz ondular a camada de limbo verde que protegia a superfície
Sinto medo do que essa superfície está escondendo de mim
Minha imaginação é tão intensa e criativa que cria o que jamais foi criado
Nunca estive tão indiferente com tudo, sem exceções, tudo, tudo, tudo...
A minha vida é um surrealismo, pura arte estacionada em uma tela
Eu só preciso agora de muitos doces coloridos para poder dormir
Pois quando deito eu sinto a certeza absoluta de que estou indo viajar para outro mundo
Um mundo que mais se parece como uma tela de cinema
Onde eu sou a personagem principal buscando algo infinito
Que deixa de ser infinito logo após a minha definição
Pura abstração de um dia nebuloso sem muito animo para ficar acordada...
Marianne
“Se você tem vivido em desespero, então o que mais você ganhe ou perca, para você tudo está perdido.”
KIERKEGAARD
Marianne
Why Did I Ever Like You
[PINK]
There was a 5.8 earthquake today
and it kinda got me thinking
I'd still have all
my hate for you in tact
even if I lost everything
What did I say
Why are you shaking your head
You know you done me wrong
I may be crazy it's all in my head
But I want you darling gone
Why did I ever like you
What did I see
Whatever it was must
have been some kind of illusion
A Magic trick on me
eh eh eh eh
(repeats for a bit)
It's hard to believe
I ever laughed at anything you said
Cos you're just not funny
Who would believe
I'd let you do all those things
Oh I guess the joke was on me
I tried to be zane
I've even asked all my friends
To help my let it slide
But all I see is your face
In my favourite place
And I can't help but wonder why
Why did I ever like you
What did I see
Whatever it was
must have been some kind of illusion
A Magic trick on me
eh eh eh eh (repeats for a bit)
Yeaaahhheee
I tried to be zane
I've even asked all my friends
To help my let it slide
All I see is your face
In my favourite place
And I can't help but wonder why
Why did I ever like you
What did I see
Whatever it was must
have been some kind of illusion
A Magic trick on me
eh eh eh eh (repeats for a bit)
Tell me why did I
Why did I ever like you
What did I see
Whatever it was must
have been some kind of illusion
A Magic trick on me
Marianne
Edgar Allan Poe
por Fernando Pessoa
Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor --
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.
E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.
Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.
Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.
por Fernando Pessoa
Annabel Lee
Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor --
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.
E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.
Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.
Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.
Marianne
Estive caminhando hoje por algumas ruas durante a noite fria, vendo pessoas encolhidas nos cantos da cidade, como se fossem mortos-vivos, sofrendo a overdose de existir... Eles andam como fantasmas, abandonaram tudo e se enchem de qualquer artifício que os ajudem a perder a consciência de si mesmos e dos outros... Será que viver na ignorância é evitar mais sofrimento? Não, isso não me convence, a ignorância permite que qualquer um faça o que quiser com você e isso é a pior de todas as coisas, notar sem reagir que você é apenas uma marionete esperando para ser enterrada.
A noite é fria nesse mês, mas ela costuma ser mais doce que o dia. Sempre pego um leve resfriado abusando de sua frieza, mas não consigo perder a sensação de sentir a brisa noturna, com aroma de flores á inundar esse quarto cheio de livros empoeirados.
Aproveito desse cenário e penso em todas as coisas que estão tão vivas em minha mente, encontro um sorriso enamorado, uma melodia de Bach, um quadro de quem se foi pendurado na parede, encontro também um calendário com uma data em vermelho no mês de janeiro com uma notícia amarga, encontro um ar engasgado na garganta não querendo sair e um olho que recusa a parar de chorar e vejo uma pessoa vazia em um mundo vazio. E essa pessoa está dentro de mim, está fora de mim e está ao mesmo tempo do outro lado do oceano...
Houve um tempo que a vida era somente primavera e verão, talvez isso foi o que era chamado de “juventude”, mas agora só é outono, um outono secando todo o cenário para que quando o inverno chegar, não haja absolutamente nada no caminho que impeça o vento frio á passear. É assim que me sinto quando penso em você, além do fato de reconhecer que aquilo que te deixa feliz me deixa triste; eu não posso fazer nada com isso e minha mente insiste em ter liberdade e a lembrar de tudo quando não se pode, quando preciso dela para coisas mais importantes que você, ou melhor, mais importante do que fomos.
Eu sinto como se minha alma estivesse sentada na beira de um mar nebuloso, onde nunca é dia, ouço os barulhos das ondas quebrarem em meus pés, e cada navio que vem é uma esperança do retorno de alguém que nunca mais virá.
Fecho os olhos e respiro vendo a sua imagem dormindo enquanto seus pulmões se drogam do ar que solto dos meus pulmões, e eu inalo o ar que você respira, porque é abençoado, é sagrado, pois passou perto do seu coração, aquele coração que eu dormi ouvindo a melodia de duas notas musicais em um compasso de curto tempo.
Estou como um quebra cabeça espalhado sem forma por cima da sua mesa, a minha identidade está tão longe do meu eu e a minha alma caiu debaixo da cadeira... Pensei que suas mãos poderiam me por no lugar e fazer com que eu encontrasse a minha paisagem real, mas suas mãos roubaram metade das minhas peças, levando então a possibilidade de algum dia eu por mim mesma conseguir me formar... Longe de você - sem você.
Marianne
The Movie On Your Eyelids
PlaceboI always watch you when you're dreaming,
because I know it's not of me
I smoke a dozen cancer sticks
And imagine there are two or three ways to make you love me
And I'll dream of someone else,
become the movie on your eyelids,
The reflection of yourself
The reflection...of yourself
I cry when I listen to you breathing,
because I know there's nothing else that conjurs up that crushing feeling
To know there's no connection left,
that we're both going through the motions,
that we're both living somewhere else
And the movie on your eyelids,there's no reflection of myself
There's no reflection...of myself
There's no reflection...of myself
I wanna be, I wanna be your movie
I wanna be, I wanna be your movie
Why can't you be me?
Why can't you be me?
Why can't you be me?
Why can't you be me?
Be me
Be me
Be me
Marianne
Estou me abastecendo de tudo o que preenche a sua falta
Se em algum momento essas coisas não existiam enquanto você estava presente
Vejo que tudo o que é novo pode fazer com que eu abandone o velho que era você
Mas a sua imagem está colada em alguma parte que não é da minha visão
Sinto como se você fosse um vírus que me atingiu e eu tenho que me prevenir
Para evitar que volte, que volte a prejudicar o meu sistema... emocional.
Ser forte o bastante para afirmar: “I didn't love you anyway...”
Porque você era primavera quando tudo era melancolia de outono
Porque você era a melodia criada através do toque dos seus dedos no piano
Porque você era a sonoridade de “Tears In Heaven” que você mesmo tocava no violão
Porque você era a chuva e o vento na janela que me acordava no meio da noite
Porque você era tudo e agora simplesmente não é...
É apenas o silêncio, a ausência, a angústia, a memória, a incompreensão...
É tudo o que parece não existir mais...
É todas as palavras que ficaram engasgadas na garganta que me inflama toda manhã.
Agora toda a agressividade é uma defesa para evitar que, tudo aquilo que começa bem nunca me alcançe, por saber que sempre terminará mal...
Marianne
Certa vez me falaram: “Não se junte com os porcos, para que quando o dono da porcada chegar, não te confunda com um deles!” – Hoje entendo isso.
"Na minha mais hostil sinceridade irônica, após saber de todos os atos e ações imorais, que você - ser energúmeno – praticava por debaixo de sua máscara, afirmo que, a sua amizade foi, enquanto durou, a maior ofensa e vergonha para a minha pessoa, pois ter a sua presença, marcando o lado da minha imagem, era terrivelmente asqueroso, preferia ter uma legião de inimigos a ter que aceitar o fato de que um dia, a minha existência, foi poluída com a sua presença."
Pra quê fingir que perdoei? Tenho direito de ser estúpida verbalmente ás vezes. Depois escrevo "ns" motivos de rejeição ao outro.
Instante Cruel: [ ]On [X]Off
Marianne
Enquanto lia para a prova sobre as Linhagens do Estado Absolutista de Perry Anderson juntamente com o tema da Sociedade da Corte de Morbert Elias, notei que eu não lia nada. Sabe quando seus olhos estão ali trilhando as letras, mas sua mente está trilhando outro assunto absolutamente nada a ver com o que no momento você tem que considerar importante? Pois é, isso sempre me acontece, ai como todo individuo dessa década, recorro ao Google. Escreverei uma paranóia: O Google se tornou praticamente para nós aquilo que para os gregos era o Oráculo de Delfos, uma espécie de Pitia, você conhece a ti mesmo quando digita lá os sintomas e descobre a doença. Enfim tudo se tornou problema psicológico nessa época, tudo vem como epidemia.
O virtual determina o que você é e o que você deixa de ser, e o cômico – acreditamos nisso. Só pra dar uma ênfase, o virtual não deixa de ser um dos meios principais onde a sociedade atinge o indivíduo.
O mais engraçado é que para algumas pessoas é bonito falar que toma um remédio de tarja preta, timbre como um ato corajoso, quando na verdade é um ato de auto-destruição e não conservação como pensamos quando tomamos. É tudo muito... Irônico! Eu pessoalmente não suporto o início de uma enxaqueca sem neosaldina ou dorflex, veja bem, o início! Quem dirá a continuidade dela?
Mas enfim, é um dos mal-estares na civilização! Logo os corpos nem irão mais se decompor de tanta droga embutida durante a vida.
Marianne
Louco sempre foi aquele que fez coisas diferentes. Louco sempre foi aquele que esteve azul quando todos queriam ser verde. Louco é o individuo que não está de acordo com a normalidade da sociedade. – Eu sou louca.
A maioria das pessoas se desesperam quando estão tristes, enquanto eu paro, sento na beira da minha cama e fico questionando e analisando o sentimento de tristeza em mim e noto que não é desagradável, é somente um estado que impede que minha face expresse uma fisionomia oposta daquilo que sinto no momento e então quando menos espero, já não há mais tristeza, pois quando a descrevi para mim mesma, quando tive consciência dela, ela se limitou, se foi. Algumas coisas, ás vezes quase todas, não são e nem estão da maneira do nosso gosto, mas isso não me matou, não importa quantas metáforas eu use para descrever a dor sentimental de perda e de desgosto, elas não foram capazes de me fazer parar e a importância real está nisso.
A sociedade não sabe lidar com indivíduos indiferentes á ela, eu busco ser indiferente propositalmente, porque não gosto quando as pessoas aprendem a lidar comigo, é como se eu fosse manipulada 100% em tudo, meus pais sabem lidar comigo, sou escrava do amor deles e gosto e odeio, porque é um amor que é tão intenso, capaz de reduzir em um segundo todo o meu ser em pó. Lembro certa vez aos seis anos quando li o livro de Apocalipse 3, no versículo 15-16, uma passagem que era: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.” Na época da ingenuidade, talvez nem tanto comparada com das outras crianças, eu acreditei que eu deveria ser o extremo de todas as coisas, o extremo positivo ou o extremo negativo e enfim o resultado foi uma formação moralista doentia. Mas agora, se Deus (anulando minha visão agnóstica) viesse em matéria e me falasse isto eu pediria para ele me vomitar, pois sou morna, não defendo e nem carrego nenhuma bandeira, não sigo uma multidão, não luto mais por uma verdade absoluta.
E se me perguntares qual é o sentido da existência a minha resposta seria “não há sentido, tudo é um acidente”. Digo acidente no sentido de inevitável e também trágico, por ser algo que até onde meu conhecimento alcança, não é algo que se escolhe.
Se existo, existo para me entender, visto que tudo o que procuramos mesmo inconsciente é conhecer, mesmo quando ainda não completamos um ano de idade, queremos tocar tudo, cheirar, morder, todos os nossos sentidos pedem para serem sentidos e então uma parte do nosso conhecimento é essencial ser empírico.
Conhecimento, seria a minha motivação existencial do princípio ao fim. E por isso eu sou louca, porque eu não me alienei totalmente ao consumismo da massa, nem ao conformismo mundial, ou melhor, universal. Sou louca porque penso, percebo, questiono e... Existo.
Marianne
"Os verdadeiros caráteres da ignorância são a vaidade, o orgulho e a arrogância."
(Samuel Butler)
"A enfermidade do ignorante é ignorar sua própria ignorância."
(Amos Bronson Alcott)
"A diferença entre os sábios e os ignorantes é a mesma que há entre os vivos e os mortos."
(Aristóteles)
"Se conhecimento pode trazer problemas, não é sendo ignorante que poderemos solucioná-los."
(Issac Assimov)







