Marianne
Você está fazendo as escolhas para viver assim
E todo o barulho
Eu sou o silêncio
Nós já sabemos como isso termina essa noite
Você corre no escuro através de uma luta de fogo
E eu explodiria só para salvar a sua vida,
Yeah, eu explodiria

Deixe-me iluminar o céu
Ilumina-lo para você
Deixe-me dizer o porquê
Eu morreria por você
Deixe-me iluminar o céu

Eu não consigo encontra uma parede para fixar isto
Todos eles estão se desmoronando desde que eu encontrei você
Eu só quero estar onde você está hoje à noite
Eu corro no escuro procurando por alguma luz
E como nós vamos saber se não tentarmos,
Nós nunca saberemos.

Deixe-me iluminar o céu
Iluminá-lo por você
Deixe-me dizer o porquê
Eu morreria por você
Deixe-me iluminar o céu
Iluminá-lo por você
Deixe-me fazer disto meu,
Eu o inflamarei por você

Deixe-me iluminar o céu
Só para você hoje à noite
Deixe-me ajudá-la a voar
Porque você não terá tempo
Cubra seus olhos
Pegue seu disfarce
Eles não perguntarão porquê
Eles só verão você morrer

E ainda é muito difícil ser quem você é
Então você faça essa parte
E o show continua.
Mas você veio tão longe com o coração quebrado,
Yeah você veio tão longe,
E você está magoado

Deixe-me iluminar o céu
Iluminá-lo por você
Deixe-me te dizer o porquê
Eu morreria por você
Deixe-me iluminar o céu
Iluminá-lo por você
Deixe-me fazer disso meu,
Eu o inflamarei por você
Eu o inflamarei por você

Deixe-me iluminar o céu
Iluminá-lo por você
Deixe-me te dizer o porquê
Eu morreria por você

E ainda é muito difícil ser quem você é
Mas você veio tão longe com o coração quebrado,
E ainda é muito difícil ser quem você é
Mas você veio tão longe com o coração quebrado,

Deixe-me iluminar o céu,
Deixe-me iluminar o céu

(Música: Yellowcard - Light Up The Sky)
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Marianne
...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa,
Para esquecer outra : é bobagem!

Você não só, não esquece a outra pessoa,
Como pensa muito mais nela...

Um dia nós percebemos que as mulheres
Tem instinto "caçador"
E fazem qualquer homem sofrer ...

Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...

Um dia percebemos que as melhores provas
De amor são as mais simples...

Um dia percebemos que o comum não nos atrai...

Um dia saberemos que ser classificado ,
Como "bonzinho" não é bom...

Um dia perceberemos que a pessoa
Que nunca te liga :
É a que mais pensa em você...

Um dia saberemos a importância da frase:
"Tu te tornas eternamente responsável
Por aquilo que cativas..."

Um dia percebemos que somos muito importante
Para alguém, mas não damos valor a isso...

Um dia percebemos como aquele amigo
Faz falta, mas ai já é tarde demais...

Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver
Quase um século,
Esse tempo todo não é suficiente
Para realizarmos todos os nossos sonhos...

Para beijarmos todas as bocas que nos atraem,
Para dizer o que tem de ser dito...

O jeito é :
Ou nos conformamos com a falta
De algumas coisas na nossa vida,
Ou lutamos para realizar
Todas as nossas loucuras!

....Quem não compreende um olhar:
Tampouco compreenderá uma longa explicação...

"Mário Quintana"
Marianne

A vida é um carrossel... Sempre gostei de brincar em carrosséis, todos aqueles cavalos coloridos e brancos, alguns com carruagens, outros sem, giram e giram, você sobe, você desce, mas nunca sai daquele espaço.  Porém você não pode ficar nele o quanto quiser, mas pode sair a hora que quiser. A vida é um círculo vicioso dentro de um circo.

Conheço pessoas que se desesperam com sua vida, mas não buscam alterá-la, acostumaram-se tanto com a comodidade, que sofrem com uma possível diferença, sofrem em arriscar a serem felizes e então quando chega uma novidade ou um sonho esperado a anos, desistem, pois sabem bem que cada escolha é uma renúncia, então temem renunciar algo de rotina quando escolherem a novidade sonhada.

Mas o que me importa a escolha e a renúncia dos outros? Quero apenas mergulhar em meu mar de melancolia, nadar fundo e colher algumas estrelas do céu dentro do mar, ver a lua em minhas águas e fazê-la dissolver-se com todas as ondas. Amo a beleza do céu e do mar, vivo para a morte, para estourar com esse planeta em trilhões de poeiras e deixar meu brilho no universo, quem sabe um dia, ou uma noite, minha alma esteja em outro lugar distante e que esse brilho, essa luz chegue aos olhos da minha alma (pois ela é todo olho) nesse lugar distante, suspirarei e pensarei: - Como é lindo...

A existência é um êxtase estrelar... Ás vezes me pergunto se já estive no brilho daquela estrela morta, ás vezes me pergunto se não sou apenas um reflexo de uma estrela morta, será que não somos luzes de uma estrela que explodiu? Será que o que vivemos não passa de um reflexo de uma vida já vivida? Talvez eu só consiga explicar o que sou, quando souber melhor quem somos.

Talvez a noite seja a versão preto-sem-branco do dia...
Marianne
Olho nos olhos e vejo meus olhos
Olhos de júri, olhos que julgam...
Olhos que matam, olhos que não vêem...
Olhos são apenas olhos para aqueles que não se importam
Olhos coloridos, olhos infinitos, olhos distintos,
Olhos sem rimas, olhos ofusco...
Olhos que amam a visão
Olhos que odeiam os olhos
Olhos que revelam o segredo do coração...
Olhos que iludem,
Olhos que mentem,
Olhos que sentem,
Olhos, olhos, vejo tantos olhos...
Olhos que enganam outros olhos...
Olhos que olham e não enxergam...
Olhos que dizem não quando a alma diz sim
Olhos que vêem e escrevem um tanto assim.
Marianne
Mon Chéri, acabou o tempo de chuva
Tempo de dançar na rua
Acabou o tempo de diversão
Tempo de chorar do latido do cão

Mon Chéri, acabou o tempo de ser sua
Tempo de orar pra lua
Acabou o tempo de paixão
Tempo de sofrer as dores do coração

Mon Chéri, acabou o tempo de doçura
Tempo de esquecer a fortuna
Acabou o tempo de criação
Tempo de chorar sobre nossa canção

Mon Chéri, oh! Mon Chéri...
Acabou o tempo da decepção?
Tempo de deixar o tempo nos ensinar a lição?
Marianne
- O dia está lindo lá fora!
- Ok! E daí?
- Eles não gostam de você!
- Tá... E daí?
- Você devia ser mais expressiva...
- É!? E daí?
- E daí que é assim que tem que ser!
- E quem falou que tudo tem que ser assim?
- Não sei! Mas a maioria busca ser assim!
- Eu sou a minoria. Porém, ser assim como?
- Assim... Feliz!
- Mas o que é Felicidade? Sorrir feito um bobo(a) alegre e ficar dando ordens e manuais de instruções para se viver ou buscando entender todas as suas tristezas, podendo finalizá-las e sendo assim, com a ausência da tristeza a felicidade se faz presente? A tristeza ofusca a Felicidade? Ou talvez... ou talvez a Felicidade não exista?
- Oras, você vive pra quê afinal?
- Para morrer.
- Que apatia... Então você morre pra quê?
- Para viver.
- Porque você trata das coisas de forma paralela?
- Não são formas paralelas... Apenas são os “contrários”.
- Porque os “contrários”, se são contrários não podem ficar juntos!
- Podem, quando se está participando de uma existência que não passa de um circulo vicioso, os contrários estão ali, aonde um acaba outro começa e vice-versa, o começo pode ficar no fim e o fim no começo. Seja qual for a ordem, eles estão dentro desse círculo e círculos não possuem nem começo, meio e fim...
- Você me cansa.
- Eu sei, o pensar cansa qualquer um.

Marianne
Aparentemente, o conto de Alice ganhou destaque com a notícia do filme. Mas por incrível que pareça, comecei a ler o livro por indicação de uma pessoa muito especial! Vou postar os trechos que mais adorei do livro:


Não adianta eles colocarem suas cabeças para baixo e dizer, “venha para cima, querida”. Eu vou simplesmente olhar para cima e dizer “Quem sou eu? Digam-me isso primeiro e depois, se eu gostar de ser a tal pessoa, eu subirei: se não, vou ficar aqui até ser outra...mas, puxa”, e Alice começou a chorar, com uma súbita explosão de lágrimas.
“Eu queria que eles olhassem para baixo! Eu estou tão cansada de estar aqui sozinha.”


“Era bem melhor em casa”, pensou a pobre Alice, “ninguém fica crescendo e diminuindo, e recebendo ordens de ratos e coelhos. Eu quase desejo não ter entrado na toca do coelho...mas, mas, é tão curioso, sabe, esse tipo de vida! Eu queria saber o que pode ter acontecido comigo. Quando eu lia contos de fada, ficava imaginando que esse tipo de coisas nunca acontece e agora estou aqui no meio de um! Deveria haver um livro escrito sobre mim, deveria sim! E quando eu crescer, eu vou escrever um...mas...eu já cresci...”, ela continuou com uma vozinha triste, “não há mais espaço para eu crescer aqui.”
“Mas então”, pensou Alice, “eu não vou nunca ficar mais velha do que sou agora? Isso é um conforto, de qualquer maneira...nunca ficar velha...e então...ter sempre que estudar. Oh! eu não gostaria disso!”
“Ah, sua bobinha”, ela respondeu para si mesma. “Como você quer estudar aqui? Afinal esse quarto já está tão pequeno para você, quanto mais para livros de escola!”


A Lagarta e Alice olharam-se uma para outra por algum tempo em silêncio: por fim, a Lagarta tirou o narguilé da boca, e dirigiu-se à menina com uma voz lânguida, sonolenta.
“Quem é você?”, perguntou a Lagarta.
Não era uma maneira encorajadora de iniciar uma conversa. Alice retrucou, bastante timidamente: “Eu — eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento — pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então.
“O que você quer dizer com isso?”, perguntou a Lagarta severamente. “Explique-se!”
“Eu não posso explicar-me, eu receio, Senhora”, respondeu Alice, “porque eu não sou eu mesma, vê?”
“Eu não vejo”, retomou a Lagarta.
“Eu receio que não posso colocar isso mais claramente”, Alice replicou bem polidamente, “porque eu mesma não consigo entender, para começo de conversa, e ter tantos tamanhos diferentes em um dia é muito confuso.”
“Não é”, discordou a Lagarta.
“Bem, talvez você não ache isso ainda”, Alice afirmou, “mas quando você transformar-se em uma crisálida — você irá algum dia, sabe — e então depois disso em uma borboleta, eu acredito que você irá sentir-se um pouco estranha, não irá?”
“Nem um pouco”, disse a Lagarta.
“Bem, talvez seus sentimentos possam ser diferentes”, finalizou Alice, “tudo o que eu sei é: é muito estranho para mim.”
“Você!”, disse a Lagarta desdenhosamente. “Quem é você?”
O que as trouxe novamente para o início da conversação. Alice sentia-se um pouco irritada com a Lagarta fazendo tão pequenas observações e, empertigando-se, disse bem gravemente: “Eu acho que você deveria me dizer quem você é primeiro.”
“Por quê?”, perguntou a Lagarta.
Aqui estava outra questão enigmática, e, como Alice não conseguia pensar nenhuma boa razão, e a Lagarta parecia estar muito chateada, a menina despediu-se.
“Volte”, a Lagarta chamou por ela. “Eu tenho algo importante para dizer!”
Isso soava promissor, certamente. Alice virou-se e voltou.
“Mantenha a calma”, disse a Lagarta.
“Um lado do quê? Outro lado do quê?”, pensava Alice consigo mesma.
“Do cogumelo”, respondeu a Lagarta, como se Alice tivesse falado alto, e já no momento seguinte ela estava fora da vista.
Alice permaneceu olhando pensativamente para o cogumelo por um minuto, tentando compreender quais eram os dois lados da planta, e, como ela era perfeitamente redonda, sentiu-se em meio a uma difícil questão. Entretanto, afinal a menina esticou seus braços o mais que pôde em torno do cogumelo e cortou um pedaço da borda com cada mão.


“O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?”
“Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato.
“Não me importo muito para onde...”, retrucou Alice.
“Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.
“...contanto que dê em algum lugar”, Alice completou.
“Oh, você pode ter certeza que vai chegar”, disse o Gato, “se você caminhar bastante.”
Alice sentiu que isso não deveria ser negado, então ela tentou outra pergunta.
“Que tipo de gente vive lá?”
“Naquela direção”, o Gato disse, apontando sua pata direita em círculo, “vive o Chapeleiro, e naquela”, apontando a outra pata, “vive a Lebre de Março. Visite qualquer um que você queira, os dois são malucos.”
“Mas eu não quero ficar entre gente maluca”, Alice retrucou.
“Oh, você não tem saída”, disse o Gato, “nós somos todos malucos aqui. Eu sou louco. Você é louca.”
“Como você sabe que eu sou louca?”, perguntou Alice.
“Você deve ser”, afirmou o Gato, “ou então não teria vindo para cá.”
Alice não achou que isso provasse nada afinal: entretanto, ela continuou: “E como você sabe que você é maluco?”
“Para começar”, disse o Gato, “um cachorro não é louco. Você concorda?”
“Eu suponho que sim”, respondeu Alice.
“Então, bem”, o Gato continuou, “você vê os cães rosnarem quando estão bravos e balançar o rabo quando estão contentes. Bem, eu rosno quando estou feliz e balanço o rabo quando estou bravo. Portanto, eu sou louco.”
“Eu chamaria isso de ronronar, não rosnar”, disse Alice.


“Bem! Eu tenho visto muitos gatos sem sorriso”, pensou Alice, “Mas um sorriso sem um gato! É a coisa mais curiosa que já vi em toda minha vida!”


Alice suspirou enfastiadamente. “Eu acho que você deveria fazer coisa melhor com seu tempo”, ela disse, “ao invés de gastá-lo com charadas que não têm resposta.”
“Se você conhecesse o Tempo tão bem quanto eu conheço”, o Chapeleiro falou, “não falaria em gastá-lo como se fosse uma coisa. Ele é uma pessoa.”
“Eu não sei o que você está dizendo”, disse Alice.
“Claro que não!”, o Chapeleiro disse, sacudindo a cabeça desdenhosamente. “É muito provável que você nunca tenha falado com o Tempo!”
“Talvez não”, Alice replicou cautelosamente, “mas eu sei que tenho que marcar o tempo quando aprendo música.”
“Ah! Isso explica”, concluiu o Chapeleiro. “Ele não vai ficar marcando compasso para você. Agora, se você ficar numa boa com ele, poderá fazer o que quiser com o relógio. Por exemplo, suponha que são nove horas da manhã, bem a hora de começar a fazer as lições de casa, você apenas tem que insinuar no ouvido do Tempo e o ponteiro dá uma virada num piscar de olhos! Uma e meia, hora do almoço!”


“Tome mais um pouco de chá”, ofereceu a Lebre de Março para Alice, com um ar sério.
“Mas eu ainda não tomei nada”, replicou Alice em um tom ofendido, “portanto eu não posso tomar mais.”
“Você quer dizer que não pode tomar menos”, disse o Chapeleiro, “é mais fácil tomar mais do que nada.”


(continua...)
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Marianne


Não lhe deixarei ir embora, basta apenas tomar da pílula vermelha para mergulhar neste meu mundo das maravilhas...


Neste meu mundo das fantasias, não há medo, não há mentiras, nem caminho que não se possa seguir. Quando nele se mergulha, se experimenta das mais diversas sensações, como quem bebe da cintilante bebida dos diversos sabores.


Neste meu mundo das alegrias, você poderá aprender o que realmente lhe fará a diferença, o que refletir sobre esse outro mundo, pois nele só sobrevive aquele que pensa.


Neste meu mundo de belos caminhos e tocas profundas, não se sabe onde irá chegar, mas se sabe onde quer pisar. As frustrações são deixadas de lado, por já não pertencerem mais a essa natureza.


Neste meu mundo das fábulas, não se sabe mais a diferença entre o real e o surreal, pois tudo o que se vê é verdadeiro para a mente e o coração. O espírito se liberta do corpo e vaga pelas palavras encontradas em cada movimentar dos olhos.


Neste meu mundo de grandes árvores, onde sábios seres se escondem, poderá experimentar do que quiser, sem medo de se enganar. Poderá ficar o quanto desejar, pois dele só acorda aquele que dorme o sono profundo.


Neste meu mundo ainda desconhecido, poderás sair quando quiser, mas não lhe deixarei fugir, não de mim, nem deste mundo, mas de você mesma Alice.


Coelho do tempo.
Marianne
Poderia, talvez, ter deixado de ser, algo mais que um cigarro sujo de batom?
A noite era barulhenta demais, porém o único som que parecia ser ouvido era das nossas vozes.
Diálogos e questões incômodas, das quais se construiu com cada frase um pedaço da ponte entre nós; seu olhar chamava minha alma para pisar nessa ponte quebradiça, a razão fugiu por entre meus dedos, eu deveria ter a segurado? Minha alma foi pegar em sua mão enquanto o corpo dormia em algum beco coberto de fumaça... Eu deveria saber que onde começa o amor é onde o desejo acaba.
Em que ilha está ancorada nossa emoção? Em que mar está essa ilha? Em que mundo está esse mar? Onde estamos nesse infinito afinal?
Meu medo? Meu medo é estar entrando inconscientemente em círculo vicioso do qual eu me engano, sempre achando que será novo, diferente, tenho medo de descobrir que o labirinto que entrei não tem saída... Ainda mais quando a própria entrada se transforma em uma parede para me confundir...
Você traz para a minha realidade um tempero surrealista, como busco agora a verdade, pois o que mais temo é a mentira – malícia! Você possuí integridade?
Se sou Alice, curiosa e despreocupada, você é o coelho que corre contra o tempo, porque eu te sigo? Se esse país é de maravilhas porque busco encontrar uma saída? Porque sinto que você sabe onde ela se encontra? Porque sua boca não fala e seu olhar só demonstra?
Queria saber por que você corre assim? Com o quê você tem horas marcadas afinal?
O seu mundo é feito de sonhos, contos, bonecas, gnomos, desejos, pecados, medos - e capital...
A minha caneta chora tinta negra no papel, tentando marcar a falta e o medo de um final...
Mas se o meu nome começa no mar o seu terminar no mar, uma sílaba gêmea, vamos conseguir colocar nessa brincadeira um "A"?
Sabe, na verdade, não quero um felizes para sempre - apenas quero um felizes para agora.
Coelho agitado, só não me deixe ir embora...
Marianne
EM DESPEDIDA: PROIBINDO O PRANTO

Como esses santos homens que se apagam
Sussurrando aos espíritos: "Que vão...",
Enquanto alguns dos amigos amargos
Dizem: "Ainda respira." E outros: "Não." —

Nos dissolvamos sem fazer ruído.
Sem tempestades de ais, sem rios de pranto,
Fora profanação nossa ao ouvido
Dos leigos descerrar todo este encanto.

O terremoto traz terror e morte
E o que ele faz expõe a toda a gente,
Mas a trepidação do firmamento,
Embora ainda maior, é inocente.

O amor desses amantes sublunares
(Cuja alma é só sentidos) não resiste
A ausência, que transforma em singulares
Os elementos em que ele consiste.

Mas a nós (por uma afeição tão alta,
Que nem sabemos do que seja feita,
Interassegurado o pensamento)
Mãos, olhos, lábios não nos fazem falta.

As duas almas, que são uma só,
Embora eu deva ir, não sofrerão
Um rompimento, mas uma expansão,
Como ouro reduzido a aéreo pó.

Se são duas, o são similarmente
Às duas duras pernas do compasso:
Tua alma é a perna fixa, em aparente
Inércia, mas se move a cada passo

Da outra, e se no centro quieta jaz,
Quando se distancia aquela, essa
Se inclina atentamente e vai-lhe atrás,
E se endireita quando ela regressa.

Assim serás para mim que pareço
Como a outra perna obliquamente andar.
Tua firmeza faz-me, circular,
Encontrar meu final em meu começo.

Tradução: Augusto de Campos
Marianne
O tempo é capaz de transformar a madeira em pedra, os seres em fósseis, nada escapa do moinho do tempo, pois o tempo é um animal faminto insaciável, decompõe tudo o que há, algumas vezes nem deixa rastros.

E enquanto aos nossos sentimentos? Eles não são materias! Mas o tempo também não é uma matéria, e por isso não há como fugir... Às vezes ocorre com nossos sentimentos o mesmo que ocorre com aquele velho pedaço de árvore, de tanto ficar ali sozinho, resolveu passar por uma metamorfose pela qual o ajudaria a lidar melhor com a solidão, virou-se então pedra com a ajuda do tempo, e assim pôde resistir as maiores tempestades, afinal, uma árvore da maneira que cai no meio de uma floresta ali fica e ninguém a ouve, nenhuma diferença ocorre para os olhos que não a viu e para os ouvidos que não ouviram.

A vida é uma espécie de ópera, em minha opinião, escrita por Mozart! As emoções estão contidas no canto que sai da alma do cantor, até que o som vocal se mistura com o instrumental, formando uma harmonia entre Deus e o homem, formando uma única coisa, de tão bela que é para todos os sentidos, se uma só nota for retirada, todo o espetáculo é destruído... O que foi que tiraram de nossas vidas para que essa harmonia fosse desmanchada? O quão assustadora foi a nossa solidão para que pactuássemos com diabo do tempo, pedindo que nossos corações mudasse de carne para gelo? Quantas notas roubaram de nossa partitura?

A vida tem que vibrar, como uma corda de um violino, que se confunde no choro de uma dama. A vida tem que gritar, como uma nota aguda, para que todos percebam a sua existência, para que ardam os ouvidos de todos!!

De tanto pulsar, o coração parou,
De tanto chover, o céu secou,
De tanto queimar, o fogo se apagou,
De tanto viver, a vida morreu,
De tanto tantos feitos o tanto se esgotou...
Como voltar ao tanto que sempre nos deixou?

O amor é um vilão
Que te faz viver como uma fração
Perde-se a metade da sua identidade
Para ganhar outra parte perdida
De outro alguém que te dá essa parte
Como um sacrifício, um voto de fidelidade...

Medo, medo de ter medo... Como demonstrar um sentimento? Quando o que era fogo se tornou gelo?
Marianne
Meu automóvel é o mais luxuoso e perfeito já fabricado e ultrapassa qualquer tecnologia criada pelo homem! Eu dirijo o meu corpo e ele me leva para lugares incríveis que carro algum me levaria algum dia!

Minha roupa é da melhor marca, minha roupa é minha pele, marcada pela divindade, pelas digitais de Deus, e quando algum pedacinho seu rasga, ela se auto-costura com uma perfeição indescritível!

Minha casa é meu mundo, meu planeta Terra; meu jardim é o espaço, o cosmo, lá estão plantadas trilhões e trilhões de estrelas florescentes, ás vezes elas se confundem com os vaga-lumes, mas a flor mais bela se parece um girassol, essa flor é o Sol que ilumina meu quintal.

Quando chega a noite me encontro com minha amante, ela vem dançar no meu quintal para colher algumas estrelas, ela usa um vestido prata e reflete a luz do sol, e o mar todo apaixonado, se balança nessa dança, tentando conquistar o seu coração.

Tenho comigo a riqueza maior, a vida e o amor para amar essa vida...

Tudo ao meu redor respira vida, suspira vida, em cada grão de areia e em cada galáxia, a mesma substância penetra e permeia preenchendo os espaços, somos invadidos por intensas energias de estrelas!

A existência é uma obra de arte e toda obra de arte é triste em si, porém bela e traz felicidade para outrem. A vida é o pulso dos deuses.
Marianne
Minhas mãos se fecham com todas as coisas dentro dela
Posso te segurar enquanto você prometer que não irá cair
Você tenta sorrir mais uma vez, dizendo que tudo ficará bem,
Mas não vejo raízes entre pedras
Não vejo paisagem nos olhos dos cegos
Não vejo rosas sem espinhos
Eu poderia ter tudo o que eu queria
Se eu quisesse ao menos poder ter
Eu nunca me sinto livre dentro da minha moralidade
Porque eu deixo tudo ser livre quando eu mesma não consigo por mim?
Conhecendo e fugindo
Sou algum tipo de animal selvagem?
Talvez não seja bom me seguir
Eu ainda não sei andar em caminhos
Porque ainda não encontrei uma direção
Não sei como dirigir tal situação
Estive fugindo por tanto tempo
Evitando me encontrar
Mas essa noite diz que tudo começará por nós
Então não me deixe dizer adeus
Quando eu tiver vontade de fugir do que me fará bem
Talvez você possa me salvar do nada
Do nada que se silencia em minha mente
Tentando sempre ser alguém que foge de si
Esperando sempre um milagre sentimental
Que quebre todos os muros
Não precisa de amor
Se você possui respeito
Eu faço tudo da minha maneira
Pois é a maneira que as coisas devem ser
Para uma egoísta como eu
Talvez eu tenha mesmo que estar bem longe
Longe do que é bom para o não-nós
Pois sempre será você e eu

Vamos tomar um absinto? huahuahauhaua
Marianne



A última pétala da margarida é uma grande mentirosa
Ela deixou-se ser a última para me falar de quem você gosta
Fiquei feliz com a mentira
Mas meu Deus, onde está a lógica?
Não devemos acreditar nas flores
Muito menos tirar sua pequena saia feita de pétalas
Essa é a sua beleza, o que mais a interessa?

Era noite, eu vi tantos rostos, vi sorrisos ardentes, mas não encontrei quem eu gosto... Você era pra ser doce, ser um oposto disposto, eu nunca havia notado que você era o resumo de todo o meu desgosto...

Eu deveria saber, nunca podemos ter quem escolhemos, nunca podemos ficar com quem achamos que merecemos, mas céus, quem escolherá por nós? Não existe mais um destino, quando você nota que você é o seu próprio caminho...

Deixo-te só, como sempre fiz, seu rosto atrás de uma revista ou quem sabe de um gibi. Enquanto brinco com uma única música que sei tocar em seu violão, eu queria apenas oferecer a você aquela arranhada canção.
Marianne
Minha vida sempre foi uma espécie de espetáculo
Quando as luzes apagam na platéia – a minha luz brilha no palco
Uma faísca de estrela que fertilizou no mar
Toda a angústia da existência tentando parar de amar
Somos marinheiros ancorados na solidão
Ilha deserta e maldita atravessada pela razão
Do que valeu perder o que nunca ganhou?
Talvez devêssemos apagar o dia que você me achou
Os sinos choram por quem tocou a vida
Melhor fosse morrer do que viver na despedida
Se tudo segue apenas dentro dessa realidade
Prefiro fechar meus olhos e criar a minha verdade...