Marianne

Música: Amo o Jeito Que Você Mente

[Rihanna]
Vai só ficar lá
Me vendo queimar
Mas tudo bem
Porque eu gosto da forma como isso dói
Vai ficar lá
E me ouvir chorar
Mas tudo bem
Porque eu amo o jeito como você mente
Eu amo o jeito como você mente
Eu amo o jeito que você mente

[Eminem]
Eu não posso te dizer o que realmente é
Eu só posso te dizer como faz me sentir
E agora há uma faca de aço
Na minha traqueia
Eu não consigo respirar
Mas eu ainda luto
Enquanto eu posso lutar
Enquanto o errado parecer certo
É como se eu estivesse em voo
Eu ofereço o amor
bêbado de ódio
É como se eu xingasse uma pintura
E eu amo isso mais que eu sofro
Eu sufoco
Não posso impedir a queda
Prestes a se afogar
Ela me ressuscita
Ela me odeia
E eu adoro isso
Espere
Onde você vai
Eu estou deixando você
Não, você não está
Volte
Nós estamos correndo de volta
Aqui vamos nós outra vez
É tão insano
Porque quando isso vai bem
Isso vai grande
Eu sou o Superman
Com o vento em sua bolsa
Ela é Lois Lane
Mas quando é mau
É horrível
Sinto-me tão envergonhado
Eu estalo
Quem é esse cara
Eu nem sei seu nome
Coloquei as mãos sobre ele
Eu nunca vou me rebaixar tanto novamente
Eu acho que eu não conhecia minha própria força

Você já amou alguém tanto
Que você mal consegue respirar
Quando você está com eles
Você encontra
E nenhum de vocês
Sequer sabem o que os atingiu
Tem aquela estranha sensação quente
Sim, os arrepios
EU geralmente os tenho
Agora você está ficando farto
De olhar para eles
Você jurou nunca atingi-los
Nunca fazer nada para prejudicá-los
Agora você está vendo as coisas do outro lado
Vomitando veneno
E estas palavras
Quando você as cospe da sua boca
Você empurra
Puxam o cabelo um do outro
Riscam, arranham, sepultam-nos
Joga eles pra baixo
Prende eles
Tão perdido nos momentos
Quando você está neles
É o jeito que as empresas
Controlam os dois
Então eles dizem que é melhor
Que cada um siga seu caminho
Acho que eles não lhe conhecem
Porque hoje
Isso foi ontem
Ontem acabou
É um dia diferente
Parece com músicas antigas
Tocando de novo
Mas você prometeu a ela
Da próxima vez você vai mostrar moderação
Você não tem outra chance
A vida não é um jogo de Nintendo
Mas você mentiu de novo
Agora você começa a vê-la sair
Pela janela
Acho que é por isso que eles chamam de vidraça

Agora eu sei que dissemos coisas
Fizemos coisas
Que não queríamos
E nós caímos retornamos
Para os mesmos padrões
Mesma rotina
Mas seu temperamento é tão ruim
Quanto o meu
Você é o mesmo que eu
Mas quando se trata de amor
Você está tão cego
Baby, por favor volte
Não foi você
Baby, fui eu
Talvez o nosso relacionamento
Não é tão louco quanto parece
Talvez seja isso que acontece
Quando um furacão encontra um vulcão
Tudo que sei é
Que eu te amo demais
Para ir embora
Venha para dentro
Pegue suas malas da calçada
Você não ouve sinceridade
Na minha voz quando falo?
Disse que isso é minha culpa
Olhe-me nos olhos
Da próxima vez que eu estiver chateado
Eu apontarei meu punho
Na parede seca
Da próxima vez
Não haverá próxima vez
Peço desculpas
Mesmo que eu sei que é mentira
Estou cansado dos jogos
Eu só quero ela de volta
Eu sei que eu sou um mentiroso
Se ela tentar ir embora de novo porra
Eu vou amarrá-la na cama
E colocar fogo na casa
Marianne
[Clique na imagem para ampliar]

Fica ai o convite do desfile que será realizado nesse sábado, pra quem gosta de moda ou tem interesse, confira as novidades. - Sim, estarei desfilando =P
Marianne
Mora na Filosofia
Caetano Veloso
Composição: Monsueto / Arnaldo Passos

Eu vou te dar a decisão
Botei na balança
E você não pesou
Botei na peneira
E você não passou
Mora na filosofia
Pra que rimar amor e dor
Se seu corpo ficasse marcado
Por lábios ou mãos carinhosas
Eu saberia, ora vai mulher,
A quantos você pertencia
Não vou me preocupar em ver
Seu caso não é de ver pra crer
Ta na cara

Marianne

Música: Wasting Love
Banda: Iron Maiden

Talvez um dia eu serei um homem honesto
Até agora estou fazendo o melhor que posso
Longas estradas, longos dias, do nascer ao por do sol
Do nascer ao por do sol

Sonhem irmãos, enquanto podem
Sonhem irmãs, espero que encontrem ele
Todas nossas vidas, cobertas rapidamente
Pelas marés do tempo

Passe seus dias cheios de vazio
Passe seus anos cheios de solidão
Desperdiçando o amor, numa carícia desesperada
Sombras rodopiantes de noites

Sonhem irmãos, enquanto podem
Sonhem irmãs, espero que encontrem ele
Todas nossas vidas, cobertas rapidamente
Pelas marés do tempo

O tempo está passando e as linhas
Estão na sua mão
Em seus olhos eu vejo a fome, e o
Grito desesperado que rasga a noite

Passe seus dias cheios de vazio
Passe seus anos cheios de solidão
Desperdiçando amor, numa carícia desesperada
Sombras rodopiantes de noites
(...)
Marianne


Final da tarde e ainda um sol quente deixava todos febris, subo correndo e um perfume familiar me vem à tona, um deja-vu, uma nostalgia? Não, era quem eu pensava que era, era quem eu não queria que fosse, era alguém que um dia foi algo que eu queria que sempre fosse... Fosse especial para mim.

E aquela aparência nova era a mesma dos tempos antigos, olhava disfarçadamente para aquele sujeito e eu ainda o via com o mesmo jeans batido, com o mesmo boné azul velho, com o mesmo sorriso de um adolescente buscando a felicidade, eu vi a alma, cujo azar, um dia, tropeçou numa pedra fria que era eu... E puts, eu estava com a mesma camisa do dia que você me perguntou “agora é tudo ou nada” e eu respondi “nada” – quando queria responder “tudo” – maldita timidez! Senti vontade de rir ao lembrar...

Houve uma tentativa de encontrar olhares, mas lutei pra que isso não ocorresse, afinal, o que os olhos não vê - o coração não sente... Não quero sentir de novo, não quero machucar de novo.

Sempre haverá um momento que um descerá em um ponto de ônibus diferente do outro... Ah!! Mas tínhamos tanto em comum, eu me senti uma criança sem rumo e birrenta de novo, por um instante.

Mas isso tudo foi só uma lembrança, uma saudade daquilo que nunca poderemos viver, nada-além-disso.

Não somos os mesmos não é mesmo? Porém que mal há em recordar?

Eu gostava das suas conversas e histórias...
Marianne


O que falta em mim é tudo o que sobra nos outros. Sou a espectadora do caos, assisto na última fila e o que vejo são os excessos, excessos de razões, sonhos, motivações, projeções, desejos, sentimentos... Vejo a vida com o olhar de uma espectadora e não com o olhar daqueles que se apresentam no palco, para a platéia, para mim.

Nadando contra a maré, já não sinto meus braços, esqueci como é deixar se levar pelas águas – nadando contra a maré – sem nenhum propósito, sem nenhuma razão, sem nada, apenas com o que eu tenho: eu mesma.

Eu sei que diante do fato de que só porque aquela flor está morrendo, eu deixei de regá-la, e isso me diminui.

Minha lepra espiritual, sim, meu espírito está doente, caindo aos pedaços, enojado de todos e de si mesmo. Às vezes vem em mim a brisa da reflexão e veja como as coisas são: as pessoas quanto mais estudam para conhecer, menos humanas tornam, quanto mais se conhece, mais humilha quem não conhece. E a morte de cada homem não diminui mais ninguém, mas engrandece. Há prazer em lançar o outro abaixo do seu nível... Mas nível de quê? Não somos nada do que consumimos, não somos quem amamos, não somos tudo o que usamos pra exibir e mostrar “olha eu existo e meu carro de 80 mil dólares está tentando falar que sou superior a você!”. – A sociedade está doente, está histérica, tem sede da desgraça do outro, a sociedade é contagiosa.

E já não se fala de coisas boas, todos se tornaram robôs, programados para todo dia falar a mesma coisa, não há mais mudança... Meus ouvidos cansaram de ouvir as mesmas coisas, meu olhos cansaram de ver também, meus sentidos cansaram de sentir qualquer coisa.

Eles estão com o dedo podre apontando o que há de pior em você! - E você aceita isso de todo ser!

Meu espírito é um andarilho leproso, não há graça em ninguém, o que quer que eu olhe, só vejo manchas cinza, todas iguais, as massas, as manipulações, as pessoas estão doentes, pois seus deuses estão amarrados numa camisa de força e lançados numa solitária pedindo por glória.
Marianne
Do outro lado do oceano
Ainda há um coração que pulsa
Um coração que expulsa
Pula
Um coração de oração
Um ora sem ação
Chora a poesia da canção
Desilusão
Pensamento de atração
Pensa e atrai a ação
Espera e desespera
A queda da primavera
Quieta
Sussurra flores
Dançam as borboletas
Um bolero
Borbulham as silhuetas
No perfume de jasmim
Quando acaba o nanquim
Quando começa os lindos poemas
Poeiras de ermas dão nas mesmas...
Marianne
Marianne


Você é responsável pelas suas escolhas, sendo ciente disso, você entenderá que o outro é responsável pelas escolhas que ele fizer. Cada escolha tem uma consequência, seja ela boa ou ruim, caberá ao indivíduo que escolheu suportar a consequência dessa escolha – a escolha é a causa – e você NÃO TEM NADA A VER COM ISSO.

Quer ser um super-herói? Não é ficando sentado na frente de um computador o tempo todo escrevendo coisas dramáticas que andam ocorrendo na sociedade que fará de você um super-herói. Quem se preocupa realmente com a fome em civilizações sem recursos -  abandone tudo o que tem, e vai lá ajudar com as próprias mãos. Não é apontando o erro de fulano ali e aqui que irá fazer com que a solução surja.

Todos acham que o poder de refazer “um mundo melhor” está só nas mãos dos ricos, dos “poderosos”, NÃO, afirmar isso é querer tirar o ** da reta e jogar a responsabilidade nos outros.

É como sempre penso: os que mais reclamam e apontam – são os que menos fazem.
Marianne
Para os ignorantes de plantão, péssimos em interpretação de textos, que se escondem nas sombras dos outros, deixo uma frase muito criativa que li uma vez:

"Se você gosta de cuidar da vida dos outros, adote um gato, assim terá sete vidas para se preocupar"

Enfim, existem no mundo tipos de pessoas frustradas por terem sido rejeitadas no passado e não sabem lidar com isso, alguns parecem que nem saíram da puberdade pois só sabem escrever sobre sexo e coisas sem nexo e vê sexo em tudo, essas pessoas geralmente se acham os donos da razão, são daqueles tipos que atacam de longe, critica qualquer um que esteja um passo a frente deles, afinal, a grama do vizinho é mais verde né?

Vivem declarando as falhas da sociedade, mas são como os ratos, os primeiros á abandonar o navio quando está naufragando.

Qualquer acontecimento é motivo de crítica, se uma pomba caga na cabeça, NOSSA declaram guerra contra as pombas.

Quando for apontar o dedo, aponte para um espelho, é na imagem que você vê que está a única pessoa que você deve julgar – afinal é a primeira pessoa que você tem que apontar – você mesmo!

O tempo que é gasto criticando os que estão no topo é o tempo que você poderia estar caminhando e olhando os degraus que pisa para não cair mais baixo do que está.
Marianne
[Foto da atriz e cantora Taylor Momsen - pra quem não sabe]

Taylor Momsen é uma jovem americana de 17 anos e atua no seriado Gossip Girl como Jenny Humphrey, mas a minha admiração por ela não está nela como atriz e sim cantora, tem uma voz muito boa e uma estética invejável, uma estética fabulosa e como todo adolescente, tem seus altos e baixos de rebeldia. É cantora da banda The Pretty Rockless, que estou curtindo muito atualmente! Também adoro o figurino dela.

Uma das música que mais gosto entre tantas:

Música: You
by The Pretty Rockless

You don't want me, no
You don't need me
Like I want you, oh
Like I need you

And I want you in my life
And I need you in my life

You can't see me, no
Like I see you
I can't have you, no
Like you have me

And I want you in my life
And I need you in my life

Love, Love, Love
Love, Love, Love

You can't feel me, no
Like I feel you
I can't steal you, no
Like you stole me

And I want you in my life
And I need you in my life

Marianne
Nenhum céu é como o outro, cada céu é um céu único, cada olhar o vê de uma maneira diferente, cada ventania o deixa diferente para qualquer olhar. Mas esse céu é nostálgico e ao mesmo tempo nômade – ele me traz algo de você.

“Ainda que pudéssemos desenterrar esse tesouro há muito sepultado,
E ainda que o prazer valesse a pena
Nunca poderíamos aprender a canção de amor.
Já muito faz que estamos separados.
[...]
Estranho é, portanto que eu não soubesse
Que o cérebro conter pudesse
Numa minúscula célula de marfim
O céu de Deus e o inferno.”*

E se ainda me perguntarem qual o motivo de tanta loucura, de tanta insatisfação e indiferença, nada terei a declarar, somente um suspiro acostumado que deixarei escorregar sussurrando – quia multum amavi


* Poema Para L.L. de Oscar Wilde - Publi. em 1908.
Marianne
O bravo

Melhor uma inimizade inteira
Que uma amizade emendada!

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Gaia Ciência. - São Paulo: Companhia das Letras, 2001. [pág. 23] 
Marianne


“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”..

(John Donne, poeta inglês do século XVI, em “Meditações XVII”)
Marianne


Aqui estamos nós
Aprisionados no silêncio dos seus lábios
Aqui estamos nós
Preenchendo o vazio com pensamentos incompreensíveis
Aqui estamos nós
Tão próximos e tão distantes
Aqui estou eu
Procurando alguma faísca de você
Aqui está você
Fazendo de mim um fantasma em seu mundo

Apenas essa noite faça valer a pena
A pena do que fizemos com nós
Apenas essa noite permita-me fingir
Pois não sei se sou o que escondo
Ou se já me tornei aquilo que cansei de inventar
Apenas essa noite para destruir o dia que vem

Se ao menos eu soubesse que ser quem sou
Diante de você eu juro que não seria
Mas isso não muda em nada
Tudo o que eu falei aquela tarde
Saiu de dentro de mim - independente das máscaras

Apenas essa noite para matar a abstinência de você
Apenas essa noite para enlouquecer os sentimentos
Pois havia tanto dentro de alguém que era tão pouco
E apenas essa noite para perceber
Que precisa haver muito mais que “você” para acabar com esse “eu”...

Aqui estamos nós, apenas essa noite...
Marianne

(...) Sobretudo não subestimemos o fato de que Schopenhauer, que tratava realmente como inimigo pessoal a sexualidade (incluindo seu instrumento, a mulher, este instrumentum diaboli), necessitava de inimigos para ficar de bom humor; o fato de que amava as palavras furiosas, biliosas e de cor escura, de que se enraivecia por enraivecer, por paixão; de que teria ficado doente, teria se tornado pessimista (- o que não era, por mais que o desejasse) sem os seus inimigos, sem Hegel, sem a mulher, a sensualidade e toda a vontade de existência, de permanência. De outro modo ele não teria permanecido, pode-se apostar, ele teria escapado: mas seus inimigos o retiveram, seus inimigos sempre o seduziram à existência, sua cólera era, como para os cínicos da Antiguidade, seu bálsamo, seu descanso, sua compensação, seu remédio contra o nojo, sua felicidade.

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Genealogia da Moral: uma polêmica. - São Paulo: Companhia das Letras, 1998. [pág. 96]
Marianne

(...) quero apenas sublinhar que Kant, como todos os filósofos, em vez de encarar o problema estético a partir da experiência do artista (do criador), refletiu sobre a arte e o belo apenas do ponto de vista do “espectador”, e assim inclui, sem perceber, o próprio “espectador” no conceito de belo. (...) Belo, disse Kant, “é o que agrada sem interesse”. Sem interesse! Compare-se esta definição com uma outra, de um verdadeiro “espectador” e artista – Stendhal, que em um momento chama o belo de une promesse de bonheur [uma promessa de felicidade]. (...) Sobre poucas coisas Schopenhauer fala de modo tão seguro como sobre o efeito da contemplação estética: para ele, ela age precisamente contra o interesse sexual, assim como lupulina e cânfora; ele nunca se cansou de exaltar esta libertação da “vontade” como grande vantagem e utilidade do estado estético.

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Genealogia da Moral: uma polêmica. - São Paulo: Companhia das Letras, 1998. [pág.  93-4]