Marianne

Visitando alguns blogs, achei um com um texto incrível, me senti no desejo de expor aqui para reler ás vezes, pois me identifiquei com as palavras e me provocou uma nostalgia, não sei o nome do autor(a), mas o blog chama Raízes e Asas - Pulsar, Seguir, Florir. Segue o texto:



MONÓLOGO DE UM SONHO


Pra começar, eu sei o que vão dizer: 'agora ela está bem', 'ela quer que você siga em frente', 'ela te amava muito e não quer te ver desse jeito'.

É, eu sei... Já decorei todas as falas, todas as caras de 'eu não sei o que dizer', todas as posições dos pés e os braços abertos. Eles me acalmam, me confortam, me distraem, mas não é isso que falta e é nessa hora que me encontro só.

O que eu preciso não posso ter. Só as lembranças, doces cheiros, acalentando meu coração, esquentando meu corpo. E é nessa hora, mesmo não querendo, que eu transbordo, por ter de quem sentir saudade, por ter dito adeus rápido demais para alguém que eu amava muito.

Se nós somos duas almas perdidas nadando por aí, posso pensar que vou te encontrar de novo, não posso? E assim, eu posso pensar que neste momento você tá me observando?

Daí eu posso fechar meus olhos, então, e imaginar o seu abraço me apertando, minha cabeça no teu seio, e você rindo dizendo pra eu não chorar mais porque você está comigo. Então eu sorrio, mesmo sendo mentira, eu sorrio, porque eu te vi nos meus pensamentos, porque você esteve do meu lado e você estava tão linda me dizendo pra não chorar.

E aí eu te olho toda vermelha, com cara de choro e digo: 'queria que você estivesse aqui.' Aí você diz que está e eu finjo que acredito, e é nessa hora que você vai embora. Eu abro os olhos e vejo o apartamento vazio, não ouço seus passos, só essa música que me lembra você, só essa saudade que é culpa sua.

A realidade mais chata que um sonhador qualquer poderia encarar. É como estar só, abraçar a solidão e se sentir suave.


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