Marianne

Em determinada etapa de nossas vidas, quando começamos a entender o mundo com maturidade, racionalidade e lógica, notamos que as coisas se tornam mais fáceis e acessíveis quando você passa a dar valor ao pouco que tem e a ter ação e decisão para tomar posse do muito que há por vir.

Nesse caminho tudo ao redor fica vazio, passamos a encarar nós mesmos como ímpar e a solidão se torna a única companhia agradável... Pode haver controvérsias sobre minha afirmação, mas a solidão vem por falta de opção mesmo.

Evoluímos e queremos trazer para junto de nós pessoas queridas, mas nunca sabemos se elas querem vir e concluímos que realmente existem pessoas que não estão muito animadas a seguir esse caminho, principalmente quando é denominado na área profissional.

Então nos encontramos lançados ao mundo da mesma maneira que viemos – sozinhos.

Acho que aprendi que cada idade tem suas estações, não devemos acelerar esse andamento por mais bem que venha a fazer futuramente, estaríamos interrompendo os ciclos que cada pessoa deve encerrar com suas próprias mãos, mas se insistimos demais nisso o resultado é sempre o mesmo: você se magoa com suas próprias ações quando nota que não é uma boa influencia psicológica para algumas pessoas; estaríamos fazendo mais pressão do que ajudando.

Uma mente jovem tem mais facilidade para ser moldada com aspectos ruins do que progressividade, por mais que nós com a experiência adquirida tentamos mostrar para as pessoas que tal caminho nunca foi e nem será seguro, jamais vão entender, aceitar e seguir tal conselho se eles por eles mesmo não caírem no poço que caímos para entender o grau da profundidade e perigo. Alguém só entende a dor da queimação que o fogo provoca quando se é queimado por ele.

Ás vezes acho que todo homem é um torrão de areia formando ilhas e continentes, ligados um ao outro, mas ao mesmo tempo me decepciono por perceber que todo homem tenta ser apenas uma ilha – sozinho em si mesmo.
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