Marianne

No início de Outono, os sentimentos são dominados por uma melancolia espiritual, o Outono é a velhice do tempo, da natureza, ele nos ensina mais do que devemos aprender e por causa disso uma criança se tornou adulta e escreveu uma carta de Adeus:

Hoje resolvi abrir mão de você, não por covardia ou desamor, mas porque simplesmente não compensa lutar uma luta que já está perdida...

Pensei muito, bebi mais que o necessário para conseguir falar para mim mesma: - ele não é mais um abrigo seguro.

Você é livre como um pássaro, sempre muda de lugar, nunca tem raiz... Sabe, isso era o que me atraia em você, a falta de dependência que tinha em nós juntos, admirei você pela sua liberdade pessoal e sentimental.

Acabei entendendo que não posso interferir na busca pessoal de ninguém, principalmente dos que foram importantes para mim, devo deixar você realizar seus sonhos mesmo que todos eles sejam na verdade grandes pesadelos.

Você abraçou a mim – o ser mais incompleto que existe... Eu reconheço, nunca fui inteira para poder completar a parte que te faltava, eu mal preenchia metade do que eu era o seu vazio sempre foi maior que o meu... Nunca fomos o suficiente para o outro, vamos ser sinceros...

Depois disso criei dúvidas sobe o amor, não interpreto mais essa onda de sentimentos como uma coisa divina e sagrada, hoje vejo tudo isto como um jogo complexo.

Se eu te tocasse hoje todo o seu veneno iria me poluir, a distancia foi a melhor cura para a nossa doença, amor doentio e desgraçado.

Eu nunca vou ser capaz de fazer a sua agonia desaparecer... Também não vou ser capaz de permitir que alguém faça a minha agonia sumir, mesmo quando pessoas incríveis me procuram eu penso que não vale a pena tentar mais nada, o final desse jogo é sempre o mesmo, um dos lados sempre perde...
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