Marianne

Tudo está tão diferente agora, queria tanto que você soubesse disso, embora você seja a última pessoa á se importar com as coisas que você deixou para trás.

“Quando eu por meus pés lá, começarei uma vida nova, novo emprego, novos amigos...” - Me lembro perfeitamente dessa frase, ela é estranha hoje em dia, pois queria te dizer que não importa o quão longe você vá, ou quantos amigos novos você faça, visto que você resolveu anular todos aqui, o velho, o antigo, o ultrapassado sempre estará contigo – pois é você mesmo.

Você sempre tentou me falar que havia coisas mais importantes que a bolha de ignorância que eu criei em torno de mim, óbvio que você não falou com essa brutalidade das palavras, mas hoje é assim que entendo, o horizonte é mais extenso do que o pouco que se mostra atrás das névoas distantes, basta querer e agir.

Agir, agir, agir, absolver até a última gota de resistência que meus olhos e meu físico suporta, até chegar o momento que desmaio em cima dos meus livros, na mesa da faculdade e no banco que se esconde atrás de uma sombra, onde vejo o céu e me questiono o dia que irei vencer você... Meu amor – meu inimigo.

Não sei por qual motivo essa ferida inflamou de novo, aquela imagem que memorizei de você, com aquele rosto claro e pálido, com o olhar distante e vazio, e um choro espremido, fugindo, como sempre fugindo... Você era profissional nisso.

Assim que esse frio climático passar, a ferida vai se fechar um pouquinho e vou me esquecer de você, por enquanto qualquer lacuna que surgir em mim, despertando o meu lado você em mim, irei me ocupar com o máximo de tarefas, mesmo que eu continue assim, noite após noite acordada, com medo de sonhar com você, com medo de sonhar cenas que mostram a minha imagem feliz ao lado da sua imagem.

Suspiro e me pergunto, de que astros viemos para aquele encontro?

Sabe de uma coisa? Às vezes é melhor não saber de nada... Afinal, como você sempre brincou comigo: - Passarinhos morrem todos os dias e não há nada a fazer sobre isso...
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