Marianne

O amor amado por um único indivíduo é martírio, sofre a indiferença, a covardia do ser amado, que nega, fugindo, assumir o sentimento que permeia para ser saciado. Amo o amor, mas odeio o objeto amado. Eros não é Filia, muito menos Ágape, Eros é devastador, quer por que quer e não há razão no seu querer, se sua flecha é posta em nosso peito e ali ficar sem os cuidados do amante, inflama, trinca em mil feridas, até que a vítima morra sangrando o sangue de seus próprios sentimentos ignorados. Eros chora na soleira do templo dos corações que foram partidos, rasgados ao meio por seu arco. É viver no paraíso de Tártaros, sentir fome e não poder pegar o fruto desejado, sentir sede e não poder beber desse oásis, ser um fantasma no nirvana, estar ali e ao mesmo tempo não estar, ser só desejo e não ser corpo para saciá-lo. Assassino, ladrão, escrúpulo, aquele que desperta o amor sem querer correspondê-lo, ah como esses seres deveriam ser afogados pelas almas agonizantes que se perpetuam nas águas de Hades. Amar e não ter a coragem de viver esse amor, é o mesmo que massacrar uma carne, um corpo vivo sem matá-lo, é retirar toda a pele de um corpo de pedaço em pedaço e quando tornar-se somente músculos, recriar essa pele e começar a tortura novamente. O amor foi feito para ser amado e não rejeitado.
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