Marianne


Chore estrelas, pequena nebulosa, diante dos meus olhos vazios. O seu brilho é uma transa de néons, um oceano que minha alma mergulha apenas nesse instante de olhar; mas eu não te senti, duvido da sua existência como da existência dos anjos. Nebulosa, seu véu negro esconde o pesar que você carrega em suas costas, eu vejo, mas não sinto. A beleza do seu fenômeno é impossível registrar, nenhuma nebulosa é igual à outra, mesmo dentro de um universo infinito ao nosso conhecimento, você entende o quão única és? Brilhe, porque você é o berço dessas estrelas nenéns, eu quero seu brilho, a sua criação estampada no meio desses livros que guardam a alma de cada autor. É essa sua cor melancólica, esses tons mortos e florescente que há em sua palidez que tanto me hipnotiza, é essa ausência de tudo, essa loucura silenciada, esse vagar empoeirado, solitário, mesmo na companhia de trilhões de corpos celestes ao redor, é o seu vazio que é igual ao meu vazio, esse vazio que se faz de imã, fazendo com que as minhas estrelas se choquem com as suas estrelas, explodindo em faíscas de dores o nosso sentimento desprezado por nós mesmos...

Para meu amigo que diz que não existe... Sch.
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