Marianne

Vago lentamente nessas folhas pálidas que refletem minha face, e um suspiro inesperado parece sussurrar o seu nome; como você, eu finjo que não sou eu, finjo que sou qualquer coisa para aliviar a culpa dos meus erros. Sabe, quando Antoine de Saint-Exupéry escreveu sobre a Rosa do Pequeno Príncipe e a crueldade do comportamento frio dela, eu compreendi que algumas mulheres são frágeis, não tem mais que dois ou três espinhos para se defender, e toda a agressão verbal e orgulho é para substituir a força física e sentimental que faltam nelas. Afinal, como aprendemos, pra ferir uma pessoa não basta um tapa no rosto, a dor do tapa passa... Atinja o psicológico dessa pessoa com poucas palavras e pra sempre ela ficará ferida... As palavras se tornam uma arma na boca de pessoas maliciosas e manipuladores não é mesmo?
Eu posso escrever também que compreendi os sentimentos de Dorian Gray quando ele conversava com Lorde Henry e este comenta que “a única diferença que há entre um capricho e uma paixão eterna, é que o capricho dura um pouco mais”, e Dorian falou que queria que a amizade deles fosse um capricho... Tudo o que consideramos bom, mesmo não sendo, queremos que dure sempre mais e mais...
Mas é tudo um tédio, pensei que você fosse o rei desse tabuleiro, que levaria um xeque-mate com mais dignidade, mas foi só mais um peão a ser lançado pra fora...
Não queria voltar a jogar com você e medir poder, mas você insiste em fazer disso um campo de batalha e sabe o que pode desagradar? Eu realmente não me satisfaço com a paz quando o jogo é contra você.
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