Marianne
Debaixo da abobada do mundo, nada é diferente para nós,
Viro e reviro meus lençóis, controlando a ira provocada pelo passado,
A noite me atormenta com a insônia da sua ausência...
Fecho os olhos para fugir de tudo, mas na escuridão sempre te vejo,
Você tem sua morada em mim e não a abandona porque és prisioneiro da minha mente
Quando ao mesmo tempo minha mente é prisioneira de tudo o que você é...
Meu veneno, minha cura e minha doença, minha febre, minha vida e minha morte
Você nunca morre aqui em meu universo particular
Você vê o céu passando pelo vidro do seu carro
Enquanto eu vejo as pedras passando ao lado do ônibus
Me pergunto se você senta sozinho no sofá da sua casa
Me pergunto se você sente uma ausência presente gritando ali
Enquanto você sorri sozinho em frente a sua TV de plasma
Enquanto você joga vídeo game e grita “oh man!”
Enquanto você faz - eu me pergunto tudo
Você está com frio agora?
Você está se cuidando?
Queria tanto estar em você, como as pétalas estão na rosa
Mas está tudo bem, estou tentando me conter
Se isso tudo fosse uma canção
Faria um único refrão:
Você chora?
Será que você chora?
Você nunca morre, mas sempre me mata,
Queria tanto estar em você, como o azul está no céu
Queria tanto estar em você, como o frio está na neve
Queria tanto estar em você, como a pele está em seu corpo
Queria tanto estar em você, como o coração está em seu peito
Queria tanto estar com você...

Você chora?
Será que você chora?


Você ainda lembra de mim?
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