Marianne
Vou deixar aqui um trecho do trabalho feito em Antropologia Filosofica, sobre o capítulo V, do livro o Mal Estar na Civilização de Freud, é um livro muito interessante, mas sobre esse tema do amor ao próximo, achei fabuloso!



- AMA O TEU PRÓXIMO COMO ELE TE AMA -

A civilização usa um mandamento, cuja as palavras de Freud, tal mandamento existe e manifesta em nós antes mesmo do cristianismo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”; mas o amor é algo valioso que não pode ser jogado fora sem reflexão, pois a pessoa que merece o nosso amor deverá ser semelhante á nós para que possamos manifestar esse sentimento de amor por ela, pois sendo assim, ao nos assemelharmos ao outro, nos amamos no outro, e que mereceremos o amor de tal, se for mais perfeita que nós, nela possamos amar nosso ideal do nosso próprio eu.

Quando diz respeito a amar o outro como eu amo a mim, por exemplo, só poderei fazê-lo se eu me ver, me encontrar nesse outro, encontrar características que assemelha ele ao máximo possível do que sou, ao ponto de ser quase um eu meu.

Agora quando tento por em prática o amor por um estranho, uma pessoa que não me atrai, nem tão pouco se assemelha a mim, sem ter ligação alguma com o meu ideal de pessoa a merecer o meu amor, será extremamente difícil amá-la, seria mais fácil tê-la como um inimigo ou alguém por quem o ódio é facilmente manifestado. Mas ao colocar um estranho no meu amor, junto aos meus semelhantes, seria de certa forma injusto para com esses que amo, pois o amor sendo valorizado por eles como uma preferência minha por eles entre tantos indivíduos, como poderia por um estranho no mesmo nível, no mesmo plano que esses entes?

A dificuldade em amar um estranho não limita somente na ausência dessa semelhança, mas por saber que esse estranho também não me ama, nem me considera, que manifesta em mim um sentimento de hostilidade para com ele. Pois ele poderia aproveitar desse amor, prejudicando e usufruindo dos mesmos benefícios que ofereço aqueles que me consideram e exerce por mim o mesmo amor, mas se esse estranho demonstra por mim um respeito e uma consideração, tratá-lo-ei na mesma medida.

Não haveria objeções se o mandamento fosse da seguinte maneira: “Ama o teu próximo como ele te ama”.
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