Marianne

Uma vez passeávamos pelo corredor e eu te contei um sonho, contei-lhe sobre a maravilha da natureza feminina, contei-lhe também o quanto admirava pessoas que conseguiam ter em seu espírito as duas essências, feminina e masculina. Te dei tantas oportunidades para me contar a verdade, mas você com toda sua sabedoria falhou como um tolo, não entende que esconder uma verdade é o mesmo que mentir?

Eu confiava a minha alma a você, você nem se quer confiou um fio de cabelo á mim!

Aquela imagem de diamante que eu tinha feito de você se quebrou, não tem como juntar mais os farelos... Você era o exemplo que eu seguia, era o rio que Narciso debruçava-se, você era uma espécie de deus-homem, você era meu ideal de pessoa, o ideal que eu seguia como aprendiz, como eu queria ser, mas e agora? Agora não enxergo mais toda aquela ética e moral que você refletia em mim, conheço o mundo que você está, sei que é um mundo que não há mudança, eu conheci um tipo de pessoa e descobri outro tipo que você esconde ser. Você era um espelho que eu me enxergava.

Você só mostrou a mim o que queria que eu visse em você e não o que você realmente era. Realmente, estava certo quem falou, que as maiores decepções vêem das pessoas que mais gostamos... Não estou chateada por uma escolha que você fez muito antes de me conhecer, estou chateada por saber que a confiança da nossa amizade nunca foi mútua.
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