Marianne
Tenho uma visão empírica, e isto diz respeito ao que sou, ou seja, ninguém além de mim jamais terá uma idéia racional ou uma compreensão do que sou eu, pois ninguém além de mim vive o que sou.

Posso me descrever como uma personagem dentro de uma sociedade, um teatro, com gostos, atitudes, culturas, crenças, características ou então me enfeitar de máscaras, escolhendo uma das diversas personalidades que há em mim, da qual eu quero expor... Mas ainda assim não conseguirei transmitir nenhuma idéia do meu eu para outrem.

O meu eu pertence ao meu individualismo, sendo assim algo indivisível e intransmissível, jamais haverá palavras que possam descrever tal questão, pois o que sou pertence unicamente á mim e o que eu transmito ser é aquilo que quero que vejam e não aquilo que realmente sou.

Porém quando fingimos ser algo acabamos por nos tornar a ficção da nossa própria mente, devido á isto me questiono se é o teatro que imita a vida ou se é a vida que imita o teatro, mas a única garantia que tenho é que vivemos em um sistema em que todos exibem ser algo capaz de esconder a sua verdadeira personalidade, aquilo que gostariam de ser mas não são devido á pressão social e inúmeros fatores críticos ou por não se aceitarem tais como são.
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