Marianne
Lá, no alto da montanha coberta de neve, há uma senhora dentro de uma casa de madeira, divide a sua sala com seus gatos, ouve todas as noites a mesma serenata que relembra os seus mortos.

Mas antes sai da sua prisão, contempla o sentimento inquestionável que o crepúsculo deixa no céu, seu coração chora para poupar o trabalho de seus olhos. De mansinho ela volta na sua cadeira de balanço, fecha os olhos e não sabe mais definir se ela tem a companhia da solidão ou se ela própria não é a mesma solidão.

Ela quer viver em paz e morrer no silêncio, viver com a multidão já não se tornou algo prazeroso, pessoas pensam diferente, pessoas a magoam, a excluem, oras, se sentes sozinha em companhia, melhor sentir-se sozinha consigo mesma! As pessoas só irão lembrar de ti quando precisar, diga não quando isso acontecer, ao menos você jamais será dominado por um sentimento de ingratidão de outrem.

É tempo de afastar-se de mentes diferentes, de pessoas que negam acordar, tempo de sair da alienação, tempo de caminhar sem olhar para trás. Cada um com os seus problemas, chega de altruísmo, chega de falsas amizades, acabou o tempo de bondade, houve somente um cristão e este foi pregado na cruz...

Pessoas vão e vêm, reclamam, desejam mudar e evoluir, mas a ignorância é tanta que se acomodam, acham que falar é o mesmo que fazer, se iludem, se acabam, se matam em si mesmos. Deixe que eles morram...

Somente peço... “Pai, afasta de mim esse cálice...”
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