Marianne
Olhando para o horizonte, minha mente busca através da visão uma resposta para essa distância. Os olhos inundam e eu não percebo o quão frágil sou diante desse oceano de distância.

Tivemos muitos sorrisos para sorrir e demos conta de sorri-los, passeávamos entre a multidão, mas minha alma estava tão ligada a você que todo o cenário e pessoas ficavam transparentes e nem a paisagem mais bela poderia ser comparada com a beleza que eu via em você.

Deus sabe, eu jurava que seria você, aquele que me tratava com indiferença quando queria um mimo, aquele que deixava o olhar se perder para um futuro do qual eu não teria presença.

Ainda vendo o céu tão próximo das estrelas, noto que tudo nunca passa de uma ilusão de ótica, embora a lua pareça estar colada com o nosso céu e com inúmeras estrelas, uma eternidade não seria capaz de uni-las, será que não foi assim com nós?

Eu tentei ser a única, estou tentando ser a primeira e a melhor, preciso te alcançar como o vento alcança uma folha, como a folha alcança um rio e deixa-se levar, encontra-se com esse mar em que me rouba a atenção.

Paris não consegue ser tão iluminado como o seu sorriso, e o Pólo Sul não consegue ser tão gélido como o seu coração.

O meu eu se partiu em trilhões de grãos de areia, como poderei juntá-los?

A vida é um cinema em que muitos entram e saem, quando a sua imagem interessa ao público, quando os seus assuntos são intrigantes, mas como todo filme, cedo ou tarde, torna-se enjoativo e só aqueles que sentem saudades da emoção que contemplou durante esse filme, volta para revê-los, já alguns, talvez como você, esquece-o para sempre...
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