Marianne
Fecho meus olhos, abro meus braços para a ventania gelada que parece cortar minha pele, e antes que o sol ofusque a estrela da manhã, olho lentamente para ela e faço um pedido infantil e como que por uma magia, sinto seu cheiro vindo na minha direção, passando pelos oceanos gélidos e chegando por nossos mares tropicais, então noto que o mundo é pequeno quando se trata de negócios, mas se torna tão infinito quando há dois corações partidos e distantes.

Eu limparia minhas mãos de todo esse vermelho, tiraria todo o pó das roupas que eu não ouso usar, aquelas roupas que eu vestia quando sentava na beira do mar com você e respirava a intensidade do céu estrelado e os sorrisos dos demais amantes ali, dividindo conosco o mesmo sentimento.

Eu seria uma pessoa boa como consegui ser pra você, e dividiria essa bondade em um bem maior e o mundo sorriria pra mim e eu sorriria de volta. Mas por lei sabemos que tudo o que é lançado segue reto sem retorno, ainda mais quando não há paredes para rebater e lançar de volta... Eu sei agora o que vivemos, talvez eu precise ainda de você como os pássaros precisam de suas asas para voarem, você foi tão intenso que quando se foi o vazio que deixou foi impreenchível, juro que tentei de todas as formas deixá-lo ir, mas só consegui fazer isso como se fosse uma cena de teatro, você não viu, mas chorei de forma inconsolável por detrás das cortinas fechadas. Afinal, há tantas coisas que você não viu...

Simplesmente não há palavras que chorem as lágrimas que não consigo derramar...
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