Marianne


Com o tempo aprendemos que não importa o quão boa seja a prática das suas ações, algumas vezes você estará triste e será dominado pela ira, o que te tornará agressivo para com outrem e então ninguém irá considerar o seu bem feito e sim aquele único instante em que você não soube agir.

Com o tempo aprendemos que os amigos te acompanham não pelo o que você é, e sim pelo o que você tem. A comodidade e facilidade que o materialismo nos oferece tornam-se mais importante que um simples caminhar até o colégio.

Com o tempo aprendemos que não importa o tanto que tentamos nos modificar esteticamente, não importa quantas cores e cortes de cabelo você use, quantas cores de olhos você mude e quantas roupas você vista. Se você não é feliz consigo mesmo, todo esse consumismo será uma inutilidade, se você não é capaz de amar-se tal como é, ninguém mais será.

Com o tempo aprendemos que há pessoas que querem viver com todas as pessoas, quando chega o carnaval esse sentimento luxurioso aumenta, então nota que aquilo que precisa não é aquilo que quer, porque o querer é ilimitado, e sacrificar uma multidão por um indivíduo é algo de grande responsabilidade; pessoas que se julgam experientes, são as que menos entendem o coração humano.

Com o tempo aprendemos que o uso excessivo de álcool pode distrair-nos de nossas angustias, mas não pode resolvê-las, não importa o quão feliz você se sinta quando está sobre o domínio dessa substância, pois quando a manhã chegar, além das suas dores sentimentais estarem maiores, você ganha inúmeros prejuízos físicos.

Com o tempo aprendemos que aquele que te diz “eu amo você”, com tanta facilidade, simplesmente não te ama, apenas quer iludir você para possuí-lo mais rápido. Aqueles que dificilmente te dizem “eu amo você” ou quase não dizem, são os que realmente amam e sabem o real valor da expressão e o efeito que pode ter no outro, pois certa vez já receberam com leviandade essas três palavras.

Com o tempo aprendemos que falar a verdade é um ato de honra na amizade, mas falar a verdade em excesso é uma provocação de inimizade.

Com o tempo aprendemos que há pessoas que preferem construir seus castelos de areia e ver sendo-o destruído; pessoas assim viverão para sempre se afogando em ondas de lágrimas salgadas.


Com o tempo aprendemos que sempre haverá uma única pessoa que rouba o seus pensamentos e não importa o quanto vivas, não importa com quem se envolvas, essa pessoa sempre será a única a qual você irá olhar para o céu e pensar “como sinto saudades de ti”.

Com o tempo aprendemos que quando amamos em Eros mais que uma única pessoa é porque não amamos nenhuma delas a não ser o nosso próprio ego.

Com o tempo aprendemos que as pessoas sempre acham que tudo o que falamos, escrevemos e fazemos é para ofendê-las, pessoas assim sempre estarão em guerra consigo mesmas e com o mundo.


Com o tempo aprendemos que o corpo é sagrado e não um brinquedo de prazer, é melhor mantê-lo guardado, pois existe uma peça nesse chamada coração que pode ser quebrada.

Com o tempo aprendemos tantas coisas, mas para aprender temos que sofrer essas coisas, a sociedade é um jogo de cartas.

Com o tempo aprendemos que nos enganamos ao achar que você é importante na vida de quem é importante para você, cedo ou tarde você nota que não era mais que um simples biscoito guardado junto com outros em uma lata.

Com o tempo aprendemos que os carnavais acabam e com eles todas as fantasias se vão, no Brasil o carnaval é uma espécie de baile de máscaras hollywoodiano, as pessoas esperam ansiosamente para poder trocar de máscara e “ir na farra”. Mas quando tudo isso acabar, as máscaras irão sumir e as pessoas também, as ruas serão sujas por confetes pisados e os varredores de rua estarão em pleno sol quente limpando o ambiente que você sujou com “sua felicidade”.


Com o tempo aprendemos que procurar auxílio em textos e poemas como esses e muitos outros, não ajudam também em nossas dores, são como anestésicos, aliviam mas não curam e nem resolvem.

Com o tempo os carnavais acabarão, os estudos também, as amizades e então quando formos fuçar o baú do passado, lembraremos das pessoas que deixamos partir e as pessoas que deixamos em nossa partida, descobriremos o quão tarde é para a procurá-las, então sentaremos no silêncio do nosso quarto com um sentimento nunca sentido antes e apenas uma lágrima por vontade própria de seus olhos ira correr até seus lábios e você lembrará do gosto do beijo de uma pessoa que chorou enquanto te amava.


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